Passageiro é preso após tentar embarcar com 15 animais selvagens vivos em mala em aeroporto da Tailândia

 

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Um passageiro foi preso no Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi, próximo a Bangkok, após agentes de segurança encontrarem 15 animais selvagens vivos escondidos em sua bagagem pouco antes do embarque em um voo internacional. Entre os animais estavam tartarugas e primatas protegidos por leis ambientais.

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Segundo autoridades tailandesas, Naveen Kumar, de 38 anos, cidadão indiano, se preparava para embarcar na noite de terça-feira (17) em um voo da Thai Airways com destino a Calcutá quando funcionários notaram contornos incomuns em sua mala durante a inspeção. Ao abrirem a bagagem, os agentes localizaram os animais vivos comprimidos em cestos de plástico e dentro de uma mala cinza.

Ao todo, foram encontrados 13 exemplares de tartarugas, incluindo tartarugas-cabeçudas e de água doce, além de um langur e um gibão. Kumar foi detido no local e os animais foram apreendidos pelas autoridades.

Animais foram encaminhados para órgãos de conservação

Após a apreensão, os espécimes foram entregues ao Escritório de Conservação da Vida Selvagem e à Estação de Inspeção de Pesca do aeroporto para identificação e cuidados. Em comunicado, o Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas informou que os animais serão avaliados e incluídos no processo investigativo.

O suspeito também entregou voluntariamente seu telefone celular, que a polícia acredita ter sido utilizado durante o suposto esquema de transporte ilegal. Kumar tinha passagem marcada para as 23h35, no horário local.

Ele foi acusado de violar a Lei de Conservação e Proteção da Vida Selvagem, além de dispositivos da legislação aduaneira, sanitária e de pesca. O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia do Aeroporto de Suvarnabhumi, e a investigação continua.

A apreensão ocorre em um país considerado ponto estratégico para o tráfico de animais no Sudeste Asiático. Devido à proximidade com países como Myanmar e Camboja, a Tailândia é frequentemente apontada por autoridades internacionais como rota de circulação ilegal de espécies.

O comércio clandestino de animais integra um mercado global que, segundo investigações internacionais, movimenta redes criminosas transnacionais. Em outras frentes do crime organizado, rotas logísticas complexas também têm sido usadas para contrabando, incluindo esquemas que utilizam navios carregados com gado para transportar cocaína com destino a grandes portos europeus, segundo apurações do Centro de Análise e Operações Marítimas de Narcóticos (MAOC-N), sediado em Lisboa.