Parto a bordo: passageira dá à luz em voo para Nova York; controlador brinca: 'Diga a ela que tem que dar o nome de Kennedy'

 

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Um voo da Caribbean Airlines com destino a Nova York transformou-se em uma sala de parto improvisada na manhã de sábado (4), quando uma passageira entrou em trabalho de parto pouco antes da aterragem. A bolsa da mulher se rompeu ainda durante o trajeto, levando a tripulação a solicitar prioridade para o pouso.

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A aeronave, identificada como voo 005, partiu de Kingston, na Jamaica, e pousou no Aeroporto Internacional John F. Kennedy pouco antes do meio-dia (horário local). Durante a aproximação final, o bebê nasceu a bordo, antes mesmo de o avião tocar o solo.

De acordo com áudio do controle de tráfego aéreo obtido pela CBS News, um membro da tripulação informou a situação de emergência: “Temos uma passageira grávida que está entrando em trabalho de parto neste momento”. Em resposta, controladores confirmaram que equipes médicas estariam posicionadas no portão de desembarque. Em tom descontraído, um dos profissionais ainda sugeriu: “Diga a ela que ela tem que dar o nome de Kennedy”.

"A companhia aérea elogia o profissionalismo e a resposta ponderada de sua tripulação, que lidou com a situação de acordo com os procedimentos estabelecidos, garantindo a segurança e o conforto de todos a bordo", disse a Caribbean Airlines, em parte, em um comunicado.

Nascimento em altitude levanta questões sobre cidadania

O estado de saúde da mãe e do recém-nascido não foi divulgado pelas autoridades. Casos como esse, embora raros, não são inéditos. No verão passado, uma mulher tailandesa deu à luz durante um voo da Air India, a cerca de 35 mil pés de altitude, antes de a aeronave pousar em Mumbai.

Especialistas apontam que, em geral, a nacionalidade do bebê segue a dos pais. No entanto, quando o nascimento ocorre em espaço aéreo de países que adotam o princípio do “direito de solo”, como os Estados Unidos, pode haver possibilidade de concessão de cidadania local. O país de registro da companhia aérea também pode influenciar no reconhecimento legal da nacionalidade da criança.