Partidos do Centrão tentam se 'descolar' de crise de Flávio Bolsonaro e suposta relação com Vorcaro

 

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Diante da revelação da ida do senador Flávio Bolsonaro à casa do banqueiro Daniel Vorcaro, às vésperas do anúncio de sua pré-candidatura à Presidência, partidos do Centrão estão revendo e tentando se "descolar" da crise. Dirigentes já falam na possibilidade de manter uma neutralidade na campanha.

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Integrantes de partidos como Republicanos e PP se dizem incomodados com a proximidade do senador com o banqueiro e com repasse de pelo menos R$ 61 milhões, supostamente para o filme Dark Horse.

Ao mesmo tempo, esse desgaste de Flávio abre margem para novos pré-candidatos, mesmo que para "medir a temperatura" do campo. O PSDB, por exemplo, discute lançar o nome do deputado federal Aécio Neves.

O próprio parlamentar já conversou com os presidentes do Solidariedade, o deputado federal Paulinho da Força, e também do Cidadania, o deputado federal Alex Manente. Os partidos formam a Federação PSDB, Solidariedade e Cidadania. Manente disse que as revelações recentes dão espaço para um novo nome:

"Os acontecimentos, em menos de uma semana, mas que são cada vez mais constantes, sobre a relação do Flávio, naturalmente fazem com que nós enxerguemos um espaço para ser ocupado. Na minha opinião, uma candidatura de centro, centro-direita, ocuparia bem esse espaço", falou.

Em outra frente, aliados de Michelle Bolsonaro também defendem que ela seja um nome para substituir Flávio, enquanto partidos do Centrão sugerem outros nomes a fim de se descolar da crise envolvendo os pedidos de dinheiro a Vorcaro.