Participação de Musk na comitiva de Trump à China indica reaproximação com a Casa Branca após ruptura
O CEO da Tesla e da Space X, Elon Musk, embarcou para a China com o presidente dos EUA, Donald Trump, como parte de uma delegação de empresários do ramo de tecnologia, em um sinal de que a disputa pública com o líder republicano, que levou a uma saída estrondosa de Musk do governo, foi superada.
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O empresário sul-africano radicado nos EUA publicou em seu perfil na rede social X estar a bordo do Air Force One, aeronave presidencial. A Casa Branca confirmou que líderes de algumas das empresas mais relevantes do mundo, como Tim Cook, da Apple, e Kelly Ortberg, da Boeing, foram convocados a integrar uma delegação à China.
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A influência política de Musk diminuiu ao longo do ano passado, culminando com sua saída do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), criado sob medida por Trump para entregá-lo o trabalho de cortar gastos públicos. Musk foi indicado ao cargo após aparecer como maior contribuinte financeiro individual do presidente na eleição de 2024.
Contudo, Musk deixou o governo Trump em maio do ano passado, em uma ruptura pública com Trump motivada por um projeto de lei de redução de impostos do presidente, considerado negativo para o controle da inflação. O presidente acusou o empresário de ficar irritado com um corte de incentivos ao setor de carros elétricos, que prejudicaria negócios da Tesla.
Relembre fala de Trump sobre Musk em meio a rompimento no ano passado:
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Entre trocas de insultos públicos, Musk ameaçou criar um terceiro partido para desafiar democratas e republicanos, bem como revelou dessabor de ter entrado para a política. No fim do ano passado, Musk retornou à Casa Branca para um jantar, em meio a relatos de que figuras de alto escalão na hierarquia republicana, incluindo o vice-presidente JD Vance, estariam atuando para atrai-lo de volta.
A participação dos líderes da indústria tecnológica é esperada dentro da agenda de Trump com o líder chinês, Xi Jinping, na qual devem discutir pela primeira vez sobre os riscos dos modelos de Inteligência Artificial, em meio à disputa entre EUA e China para desenvolver uma série de aplicações, incluindo material bélico movido por IA. (Com NYT e AFP)
