A participação das mulheres na força de trabalho do Afeganistão caiu para apenas 5% desde que o Talibã retomou o poder, há cinco anos, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que pediu medidas para enfrentar a “grave exclusão” das afegãs.
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A taxa de participação feminina na força de trabalho caiu para menos de um terço do nível anterior, passando de 16,5% em 2020 para 5,1% em 2026.
Em contraste, o emprego entre os homens cresceu rapidamente, segundo a OIT.
“O Afeganistão não pode construir um mercado de trabalho resiliente enquanto uma parcela tão grande de sua população permanecer excluída da atividade econômica”, afirmou Tite Habiyakare, coordenador sênior e chefe do escritório da OIT para o Afeganistão.
O relatório atribuiu a queda às restrições impostas pelo Talibã, que limitaram o acesso das mulheres à educação e ao emprego.
O Afeganistão tem a segunda menor taxa de emprego feminino do mundo, atrás apenas do Iêmen, de acordo com o documento.
O número de negócios administrados por mulheres, no entanto, aumentou dez vezes desde a retomada do poder pelo Talibã, devido à exclusão feminina de muitas outras profissões, conforme o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Mulheres aguardam atendimento médico em uma clínica móvel de saúde no distrito de Bagrami, província de Cabul, Afeganistão, em 31 de outubro de 2022.
Victor J.
Blue/Bloomberg
No total, o emprego no Afeganistão cresceu 14% em relação ao nível mais baixo registrado em 2022, chegando a 8,5 milhões de pessoas em 2026, informou a OIT.
O crescimento do emprego, porém, não acompanhou o rápido aumento da população, em meio ao retorno em larga escala de afegãos de países vizinhos, como o Paquistão, informou o relatório.
