Parlamentares iranianos pedem a líder supremo que mísseis do país alcance Casa Branca

Parlamentares iranianos pedem a líder supremo que mísseis do país alcance Casa Branca

Fonte: Bandeira



Um grupo de parlamentares iranianos pediu, em carta ao líder supremo, Mojtaba Khamenei, que o alcance dos mísseis do Irã fosse aumentado para atingir a Casa Branca, defendendo uma 'vingança pelo sangue' do ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e dos comandantes da Guarda Revolucionária Iraniana.

'Apoiaremos nossas forças militares e indústrias de defesa até o dia em que o alcance de nossos mísseis atingir o escritório dos assassinos de Khamene', disseram os parlamentares em comunicado.

Os legisladores signatários também exigiram que o status do Estreito de Ormuz se tornasse irreversível em relação à sua condição pré-guerra; a rejeição de quaisquer negociações sobre capacidades nucleares, compensação integral pelos danos materiais e morais da guerra; a retirada das forças americanas da região; e a punição dos agressores de forma a eliminar a possibilidade de ataques repetidos.

Além disso, uma reportagem da agência Bloomberg desta quarta-feira (3) destaca que o risco do Irã star secretamente desenvolvendo armas nucleares é maior hoje do que antes dos EUA e de Israel lançarem seus primeiros ataques militares, em 2025.

A reportagem cita autoridades ocidentais que se referiram a novos dados divulgados pela agência de vigilância atômica da ONU.

Guarda do Irã afirma que negociações foram totalmente suspensas com os EUA

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso.

Brendan SMIALOWSKI / AFP

O grupo que representa o corpo da Guarda Revolucionária iraniana negou que o país e os Estados Unidos estejam em negociações, como afirma o presidente americano Donald Trump.

Segundo comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim, o Irã 'não respondeu aos americanos sobre o texto do acordo nos últimos dias'.

'Devido aos crimes do regime sionista no Líbano', reiteraram, Teerã 'suspendeu efetivamente a troca de textos por meio de intermediários até que as condições do Irã em relação ao Líbano sejam atendidas', continua o texto.

Portanto, 'o que Trump diz não corresponde à realidade', asseguraram.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a informação divulgada nessa terça-feira (2) pela imprensa americana de xingamentos e briga com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante uma ligação telefônica.

A afirmação dele surgiu nesta quarta-feira (3), em uma entrevista ao jornal New York Post. Segundo relatos da imprensa, o republicano chamou Netanyahu de 'completamente louco', que todos no mundo odeiam Israel por causa dele e que, se não fosse por Donald Trump, Benjamin estaria preso.

Trump, no entanto, tentou amenizar, dizendo que ficou 'perturbado' com as brigas do premiê com o Líbano e que os dois vem trabalhando juntos.

Os ataques colocaram em risco as negociações de paz entre os EUA e o Irã devido à insistência de Teerã em que os ataques israelenses contra o Hezbollah cessem antes que um acordo seja alcançado para reabrir o Estreito de Ormuz e, posteriormente, desmantelar o programa nuclear iraniano.

'Temos trabalhado muito bem juntos. Gosto muito do Bibi. E trabalho muito bem com ele', afirmou.

Mesmo com Trump se dizendo frustrado com a chance dos ataques ao Líbano prejudicarem um acordo de paz com o Irã, ele ainda afirmou estar otimista para um acordo em breve.

'Todo mundo dizia que ia custar 300 ou 400 dólares por barril, mas está a 98 dólares por barril. Mas esse não é um preço alto a se pagar se você considerar a possibilidade deles terem uma arma nuclear', disse ele.

Um memorando de entendimento entre os EUA e o Irã poderá reabrir o Estreito de Ormuz já nesta semana, aliviando a crise energética que causou o aumento dos preços da gasolina e da inflação.