Parlamentares do PT condenam ataque de Trump à Venezuela, e oposição comemora 'fim de Maduro'

 

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Parlamentares do PT e da esquerda reagiram com críticas duras neste sábado ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que forças americanas realizaram um “ataque de grande escala” contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. Em publicações nas redes sociais, deputados classificaram a ação como uma agressão militar, denunciaram violação do direito internacional e afirmaram que os ataques atingiram civis em Caracas.

O episódio ocorreu durante a madrugada, quando explosões foram registradas na capital venezuelana e em outros estados do país. Pouco depois, Trump afirmou em sua rede social, a Truth Social, que os Estados Unidos haviam conduzido uma ofensiva militar de grande escala e que Maduro e a esposa teriam sido capturados e retirados do país por via aérea. Até o momento, Washington não informou para onde o presidente venezuelano foi levado nem sob qual base legal ocorreu a captura.

Ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social no governo Lula, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que a Venezuela “sofre uma agressão militar dos EUA, com ataques que atingem a população civil da capital Caracas”. Para ele, a ofensiva representa um ataque à América do Sul e exige “repúdio e condenação rápida”, por violar normas do direito internacional.

Também nas redes sociais, a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) classificou a ação como uma “agressão militar criminosa” e um “ataque imperialista à América Latina”, dizendo que a ofensiva coloca em risco a vida de civis. Na mesma linha, o deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que a América do Sul não pode se calar diante do que chamou de mais um episódio de exportação de guerra e violência por parte dos Estados Unidos.

Em sentido oposto, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) comemorou a retirada de Maduro do poder. “O fim de Maduro, o tirano de Caracas. Melhor para a Venezuela e para o mundo”, escreveu o parlamentar, sem mencionar os impactos humanitários ou as controvérsias jurídicas em torno da operação anunciada por Washington.

O anúncio de Trump ocorreu após dias de escalada militar na região. Nas últimas semanas, os Estados Unidos haviam mobilizado uma grande frota naval no Caribe e intensificado ações militares sob o argumento de combate ao narcotráfico. Durante a madrugada deste sábado, vídeos que circulam nas redes sociais mostraram helicópteros militares sobrevoando Caracas e colunas de fumaça em diferentes pontos da cidade. Autoridades locais relataram explosões em áreas militares e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Até o momento, não há confirmação independente sobre o paradeiro de Maduro nem sobre as circunstâncias legais de sua captura. O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o ataque, mas a expectativa no meio diplomático é de que o Itamaraty se pronuncie ao longo do dia, diante da gravidade do episódio e de seus efeitos para a estabilidade política da América do Sul.