Paris suspende 31 monitores escolares por suspeita de abuso sexual, e prefeito anuncia plano de 'tolerância zero'
A prefeitura de Paris suspendeu, desde o inÃcio do ano, 78 monitores escolares, sendo 31 por suspeitas de abusos sexuais. A informação foi anunciada pelo prefeito Emmanuel Grégoire, em meio à pressão para conter casos que ganharam destaque durante a campanha das eleições municipais.
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Ao apresentar um plano de ação à imprensa, o prefeito afirmou ser "preciso revisar tudo desde o inÃcio com um objetivo: tolerância zero". A diretriz prevê uma reavaliação completa dos procedimentos adotados pela rede municipal.
O plano tem como objetivo prevenir agressões sexuais durante atividades extracurriculares nas escolas, após denúncias de que monitores mal selecionados teriam abusado de alunos. Em declarações ao jornal Le Monde, Grégoire informou a destinação de 20 milhões de euros, com possibilidade de acrescentar mais 10 milhões.
Entre as medidas previstas estão a revisão dos critérios de seleção, o reforço na formação dos profissionais, a criação de canais mais claros para denúncias e maior transparência com os pais.
Na capital francesa, os monitores são contratados e formados pela prefeitura e atuam no cuidado das crianças fora da sala de aula, especialmente no turno da tarde e no perÃodo antes da saÃda dos alunos.
Histórico expõe falhas e pressiona gestão
O histórico recente reforça a preocupação das autoridades. No ano anterior, 30 monitores foram suspensos, sendo 16 por suspeitas de agressões sexuais. Desde janeiro, outras 9 pessoas foram afastadas, todas de um mesmo centro, por suspeitas de violência fÃsica e sexual.
Pais de alunos afirmaram que a direção desse centro não os informou sobre as suspeitas.
O prefeito avaliou que os casos indicam um problema estrutural.
— Se houve um erro coletivo, foi tratar esses casos como incidentes isolados quando, na realidade, refletem um risco sistêmico, e talvez até um código de silêncio sistêmico — diz.
Segundo ele, crianças da educação infantil eram especialmente vulneráveis, e a maioria dos suspeitos é composta por homens.
Grégoire se comprometeu a divulgar trimestralmente estatÃsticas dos casos e o número de monitores suspensos.
Ele foi eleito prefeito no mês anterior, após deixar a prefeitura em 2024 para assumir como deputado. Durante a campanha, adversários atribuÃram à ex-prefeita Anne Hidalgo a responsabilidade pelos casos.
O atual prefeito prometeu enfrentar o problema e declarou que ele próprio foi vÃtima quando era criança.
