Paredes Vivas encerra circulação pelo Pará com cerca de 300 estudantes atendidos - QTU Questões do Universo

Paredes Vivas encerra circulação pelo Pará com cerca de 300 estudantes atendidos

Fonte: Bandeira da fonte

Após percorrer seis municípios do sudeste paraense, o projeto “Paredes Vivas: Identidade e Grafismo na Amazônia” chega à reta final com foco na formação artística, no engajamento comunitário e na revitalização de espaços públicos através da arte urbana.
A circulação envolveu cerca de 300 estudantes em oficinas de grafite, grafismo e muralismo ao longo de sua trajetória.

A iniciativa passou por Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Curionópolis e Ourilândia do Norte, culminando sua etapa de encerramento em Tucumã.
Com patrocínio da Vale via Lei Rouanet, apresentação do Ministério da Cultura e realização da Intera Produções & Eventos, o projeto mobilizou uma equipe de mais de 15 profissionais para abordar a história da arte urbana e ensinar técnicas de pintura aos alunos, que participaram da criação de murais coletivos focados na identidade amazônica.
O impacto da ação também será registrado em um documentário.

Arte que aproxima e revela talentos

Entre os principais resultados observados pela coordenação está o "interesse e o potencial artístico encontrados entre os estudantes e as comunidades".
Para muitos participantes, a convivência com profissionais do grafite e do muralismo foi uma experiência inédita, evidenciando que "existe interesse em aprender, criar e se expressar, mas que ainda são necessárias iniciativas capazes de ampliar o acesso à formação artística e oferecer estrutura e oportunidades".

Por isso, o "Paredes Vivas" buscou ir além das pinturas.
As atividades criaram espaços de aprendizado e "apresentaram aos jovens a arte também como possibilidade de expressão, valorização da identidade e perspectiva profissional".
A circulação também se destacou pela escuta ativa das identidades locais, de modo que "cada mural ganhou características próprias e passou a representar elementos da identidade de seu território".
Além disso, a produção coletiva uniu diferentes gerações, "fortalecendo o sentimento de pertencimento".

Maior mural da edição

Em Tucumã, última cidade da circulação, o projeto prepara uma intervenção especial.
As oficinas serão realizadas tendo como resultado a produção do maior mural desta edição do Paredes Vivas, com aproximadamente 300 metros quadrados.

A dimensão da obra reforça a proposta de transformar espaços públicos em ambientes de expressão, criatividade e convivência.
A expectativa é que o mural reúna elementos da identidade local e represente também o resultado de toda a experiência de formação construída com os participantes.

Um dos diferenciais do Paredes Vivas ao longo da circulação foi o ônibus-ateliê, que acompanhou o projeto pelos municípios e funcionou como um laboratório criativo móvel, oferecendo estrutura para as oficinas e para o desenvolvimento das atividades artísticas.

Cultura como transformação

Para a coordenação, o apoio dos patrocinadores foi essencial para tornar possível a circulação por seis municípios e garantir uma estrutura profissional de formação e produção artística.

O patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet, possibilitou a mobilização de artistas e profissionais, a realização das oficinas, a produção dos murais e toda a logística necessária para levar o projeto às comunidades.

O investimento também reforça a importância de iniciativas culturais que ampliem o acesso à arte e contribuam para a valorização da cultura amazônica.
No caso do Paredes Vivas, o resultado não está apenas nas pinturas deixadas nos espaços públicos, mas também nas experiências e conhecimentos compartilhados com os participantes.

A circulação pelo Pará também será transformada em registro audiovisual.
Uma equipe acompanha as atividades para produzir um documentário sobre o processo criativo, os aprendizados dos participantes e os impactos da arte urbana na valorização da identidade amazônica e na transformação social.

Ao encerrar a jornada em Tucumã, o Paredes Vivas deixa como legado seis experiências de formação, centenas de estudantes envolvidos, profissionais mobilizados e espaços públicos ressignificados pela arte.
Mais do que pintar muros, o projeto levou conhecimento, criatividade e possibilidades de expressão para diferentes comunidades do sudeste paraense, mostrando que a arte urbana pode ser também uma ferramenta de educação, pertencimento e transformação social.