Paraquedista desmaia durante queda de 3 mil metros, bate em árvore e sobrevive

Paraquedista desmaia durante queda de 3 mil metros, bate em árvore e sobrevive - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

"Apenas" duas fraturas separam o antes e o depois de uma queda de cerca de 3 mil metros. A paraquedista britânica Holly Wiffen, de 35 anos, sobreviveu após ser atingida acidentalmente por um coelga durante um salto em grupo na Inglaterra. Inconsciente e sem controle do próprio corpo, ela despencou a velocidades que chegaram a cerca de 240 km/h até atingir uma árvore, que amorteceu o impacto e pode ter salvado sua vida. Vídeo: Cinco pessoas morrem após Boeing 767 da Amazon sair da pista e pegar fogo em Miami Baltimore, EUA: Passageiro bêbado ataca tripulação em voo da American Airlines e acaba preso com fita adesiva O acidente aconteceu em 7 de agosto, no aeródromo de Langar, perto de Nottingham, durante uma modalidade conhecida como "tracking", na qual paraquedistas experientes realizam queda livre na horizontal para ganhar velocidade. Holly havia saltado de uma altura de aproximadamente 3.650 metros e se posicionava junto ao grupo quando outro participante aparentemente calculou mal sua trajetória e colidiu com ela. Imagens registradas por uma câmera acoplada ao capacete mostram o momento em que a perna do paraquedista atinge a parte de trás da cabeça de Holly, que perde a consciência. A colisão ocorreu a cerca de 160 km/h. Depois de ser atingida, Holly começou a girar descontroladamente enquanto caía sem conseguir acionar o paraquedas. Outro paraquedista tentou alcançá-la e estendeu a mão na tentativa de segurá-la, mas não conseguiu chegar até ela. Quando atingiu cerca de 900 metros de altitude, ele precisou abrir o próprio paraquedas. Os demais participantes chegaram a acreditar que Holly havia morrido. Holly Wiffen, de 35 anos, sobreviveu após ficar inconsciente durante salto de em grupo na Inglaterra Reprodução | GoFundMe Mesmo inconsciente e sem se lembrar da queda, a paraquedista conseguiu, em algum momento, puxar o acionador do paraquedas. Ela estima que isso tenha acontecido a cerca de 300 metros do solo, apenas cinco segundos antes de um possível impacto fatal, em relato ao tabloide britânico The Sun. O sistema de emergência também foi acionado porque detectou que ela estava em uma velocidade elevada e em uma altitude muito baixa. No entanto, a abertura dos dois paraquedas provocou o chamado efeito "downplane", situação em que os equipamentos se afastam em direções opostas e podem aumentar a velocidade de descida. Holly acabou atingindo a árvore a uma velocidade estimada entre 65 km/h e 80 km/h. O impacto ocorreu a poucos metros de uma estrada principal e próximo a linhas de transmissão de energia. — Se eu não tivesse atingido a árvore, teria atingido o chão e virado sopa. A maioria das pessoas não sobrevive a acidentes de paraquedismo como esse — afirmou. Ela caiu centenas de metros distante da área onde deveria pousar, em uma região cercada por caravanas, construções, árvores, estradas e fios elétricos. — Eu desci no meio de caravanas, prédios, árvores, estradas, todo tipo de coisa. Era simplesmente um lugar absolutamente caótico para pousar. Também havia linhas de energia por toda aquela área, então tive muita sorte de não atingir nenhuma delas — contou. Holly havia realizado três saltos no mesmo dia antes do acidente. Segundo ela, não se lembra do momento da queda. — Eu estava apenas girando, mas parecia que estava sonhando que estava saltando de paraquedas e caindo. Só voltei a mim quando estava deitada no chão. A paraquedista foi encontrada por pessoas que precisaram atravessar arbustos para chegar até ela. Os socorristas, que haviam visto Holly desaparecer durante a queda, inicialmente acreditavam que encontrariam uma vítima morta. — A primeira coisa que disse foi: "Me ajudem a tirar meu equipamento", antes que os paramédicos o cortassem — relatou. Fratura na perna e na coluna Apesar da gravidade do acidente, Holly sobreviveu com uma fratura grave na perna esquerda, uma fratura na coluna e diversos hematomas. Ela foi levada de maca para um hospital em Nottingham e passou por uma cirurgia seis dias depois, quando recebeu uma haste metálica na perna. Holly sofreu fratura grave na perna Reprodução | GoFundMe Agora, a paraquedista se recupera na fazenda dos pais, usando muletas. Desde que deixou o hospital, ela também recebeu um pedido de desculpas do homem que colidiu com ela durante o salto. A experiência, no entanto, não a fez abandonar o esporte. Holly, que começou a praticar o esporte há apenas dois anos e já acumulou 425 saltos, também pratica escalada e pilota uma motocicleta de alta potência, e afirma que pretende voltar a saltar assim que estiver recuperada. A irmã de Holly, Hannah, também abriu uma vaquinha online para ajudar a paraquedista durante a recuperação. Segundo ela, o objetivo é custear sessões de fisioterapia — diante da longa fila de espera do sistema público de saúde britânico — e outras despesas enquanto Holly, que é autônoma, permanece afastada do trabalho. A campanha tinha como meta £ 1,6 mil (cerca de R$ 11,8 mil), mas já havia arrecadado £ 1.890 (aproximadamente R$ 14 mil) por meio de 39 doações, superando o objetivo em 19%.

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