Para migrar aplicações é melhor resgatar tudo de uma vez ou esperar o vencimento?

 

Fonte:


No CBN Dinheiro desta segunda-feira (16), Marcelo d'Agosto responde à dúvida do ouvinte Fabio. Ele, por motivos de sucessão patrimonial, quer migrar as aplicações em CDBs, LCIs, LCAs, que vão vencer nos próximos dois anos, para um fundo de previdência VGBL (modalidade de previdência privada, classificada como seguro de vida).

Ele pergunta se é melhor fazer essa transferência aos poucos, na medida em que as aplicações vão vencendo, ou se tudo de uma vez, resgatando aquelas que têm liquidez diária.

Confira a resposta do especialista:

Na prática há uma limitação tributária. Os investimentos em VGBL de até R$ 600 mil por ano não são tributados. Acima desse valor, existe um IOF -- Imposto sobre Operações Financeiras.

Além disso, os investimentos que o ouvinte tem há mais de dois anos estão na taxação mínima do imposto de renda, que é de 15% sobre os rendimentos. E para as LCIs e LCAs, que não tem imposto de renda, pode ser que haja alguma penalidade se resgatar antes. Nesse caso, o melhor seria esperar até o vencimento.

Se o Fabio já escolheu o seu fundo VGBL, pode fazer a migração da forma mais eficiente do ponto de vista financeiro e tributário: primeiro, sacando as operações com liquidez diária, sujeitas ao imposto de renda, que você tem há mais de dois anos; depois, as aplicações isentas caso não haja nenhuma penalidade para sair antes do vencimento.

Isso até o limite de R$ 600 mil por ano, se for o caso. Lembrando que a liquidez do VGBL é mais restrita do que as atuais aplicações financeiras do ouvinte.