O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, disse nesta quinta-feira (15) que o setor da mineração deve ser fundamental no Brasil em qualquer cenário de resultado das eleições presidenciais. Ao participar do evento FT Metals & Mining Summit, em Londres, gravado em vídeo, Pimenta afirmou que a companhia espera que a indústria cresça nos próximos anos e aumente a participação no produto interno bruto (PIB) brasileiro.
“Cerca de 4% do PIB brasileiro vêm da mineração, mas poderia ser mais”, disse Pimenta. “Para qualquer dos dois candidatos a mineração vai ser um elemento fundamental e estratégico.”
Para o executivo, ambos os candidatos à presidência, Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, devem buscar destravar esse potencial de aumento.
“Para a Vale, isso seria uma grande oportunidade, dado o potencial de reservas que temos no Brasil”, disse o presidente da mineradora.
Quanto ao mercado de cobre e a subsidiária Vale Base Metals (VBM), Pimenta afirmou que a produção do mineral deve aumentar e ampliar a participação da VBM dentro da holding.
“Hoje produzimos cerca de 380 mil toneladas de cobre e a meta é chegar a 700 mil toneladas, com a maior parte vinda de Carajás [Pará], de baixa intensidade de capital”, disse. “Acredito que a nossa trajetória no setor de cobre é a mais subestimada da indústria atualmente. Temos o maior crescimento entre as grandes empresas.”
Pimenta projeta que a VBM, que hoje representa cerca de 30% do lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da Vale, deva passar dos 40% nos próximos anos.
“Quanto mais olhamos para nossas reservas, mais vemos que isso é o que temos de único. As pessoas nos perguntam se vamos entrar em fusões e aquisições. Se formos capazes de desenvolver esses recursos, criaremos um valor significativo para os nossos acionistas. Temos pago, em comparação aos nossos pares, o maior dividendo nos últimos anos e queremos continuar fazendo isso.”
Quanto a uma possível oferta inicial de ações da VBM, Pimenta descartou que seja uma ideia iminente.
Gustavo Pimenta, CEO da Vale Gabriel Reis/Valor
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