Papa Leão XIV: Apto a votar nas eleições presidenciais do Peru, Pontífice não vai às urnas mas fica isento de multa, entenda
O Papa Leão XIV, nascido nos Estados Unidos e com nacionalidade peruana após mais de 20 anos de vida pastoral no país andino, figurava na lista de eleitores das eleições gerais do Peru, realizada neste domingo, mas está isento de pagar multa por não votar por ter mais de 65 anos, segundo informações da agência de notícias EFE.
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Robert Francis Prevost, de 70 anos, aparecia cadastrado como eleitor apto a voto no colégio Monseñor Juan Tomis Stack, na cidade de Chiclayo, no norte do país, onde atuou como bispo antes de ser levado pelo seu antecessor, o Papa Francisco, à Santa Sé para chefiar o Dicastério dos Bispos.
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A presença do Pontífice na lista indica que ele não realizou a transferência de seu local de votação para o consulado do Peru em Roma antes do fechamento do cadastro eleitoral.
No Peru, o voto é obrigatório para cidadãos entre 18 e 64 anos, com multas que variam de 27,50 a 110 soles (entre R$ 40,00 e R$ 160,00), de acordo com a condição econômica do eleitor. Por ter 70 anos, Leão XIV está dispensado da obrigatoriedade e, portanto, não sofre penalidade.
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O papa integrava, assim, o grupo de mais de 27,3 milhões de peruanos convocados às urnas para escolher autoridades nacionais para o período de 2026 a 2031, incluindo o presidente da República — cargo que teve oito ocupantes diferentes em dez anos, em meio a uma prolongada crise política.
Embora tenha nascido em Chicago, em 1955, Leão XIV desempenhou grande parte de sua trajetória religiosa no Peru, país do qual também possui cidadania e onde é frequentemente chamado de “o Papa peruano”.
Eleições peruanas
No pleito deste domingo, os eleitores do país andino foram às urnas para escolher um novo presidente em um cenário fragmentado.
Pesquisa de boca de urna realizada por Ipsos/Perú21/Latina apontou Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, na liderança, além de indicar um empate técnico quádruplo entre candidatos que disputam vaga no segundo turno.
Ao todo, 35 candidatos concorreram à Presidência, em uma eleição vista como possível ponto de inflexão para encerrar a instabilidade política que marca o país na última década.
