Países da OEA propõem reunião de chanceleres em 2 de outubro para avaliar medidas contra Nicarágua

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Fonte da notícia: Folha de Pernambuco Folha de Pernambuco

Um grupo de cinco países da Organização dos Estados Americanos (OEA) propõe que os chanceleres da região se reúnam em 2 de outubro para examinar "as medidas adequadas" contra a Nicarágua, segundo um projeto de agenda consultado pela AFP nesta segunda-feira (21).

Os Estados-membros da organização se reunirão nesta quarta-feira (23), às 10h00 locais (11h00, no horário de Brasília), no Conselho Permanente, para votar a data, após semanas de negociações internas.

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"A Missão Permanente do Paraguai, em seu próprio nome e em nome das Missões Permanentes de Argentina, Chile, Estados Unidos e Peru (...) propôs sexta-feira, 2 de outubro de 2026, como data" para a reunião extraordinária de chanceleres, explica o documento.

Os chanceleres da região deverão "examinar a situação na Nicarágua e as medidas adequadas", afirma o texto, em alusão ao anúncio do governo sandinista de proibir a participação da oposição nas eleições.

A Nicarágua deixou a OEA em novembro de 2023.

O casal que ocupa a Presidência, Daniel Ortega e sua esposa, Rosario Murillo, acusa os opositores de serem "traidores da pátria". A Assembleia Nacional nicaraguense aprovou no início do mês esse veto eleitoral.

A última "reunião de consulta" de chanceleres da OEA, um mecanismo incomum, ocorreu no fim de 2019 devido à situação na Venezuela.

Os Estados Unidos, que adotaram neste ano uma ampla série de sanções econômicas contra o casal presidencial nicaraguense, o governo e entidades importantes do país centro-americano, pressionam a OEA a adotar medidas para isolar o regime de Ortega e Murillo.

A OEA não tem poder para impor sanções por si só. As medidas precisam ser aplicadas individualmente por cada país.

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