O governo dos Países Baixos planeja reduzir cerca de 25 mil postos de trabalho na administração central como parte de uma reforma para diminuir despesas e aumentar a produtividade dos serviços públicos. O pacote combina redução da burocracia, reorganização de estruturas e uso de inteligência artificial, com uma meta de economia anual de 3,5 bilhões de euros a partir de 2035.
Anunciado na segunda-feira, 26, o plano prevê cortes graduais ao longo de vários anos. Já em 2027, a redução dos custos deverá alcançar 900 milhões de euros.
Polícia e defesa estão entre as áreas preservadas, e o ajuste não será distribuído igualmente entre os órgãos. A inteligência artificial é uma das ferramentas previstas para elevar a produtividade, mas o governo ainda não detalhou quais tarefas serão automatizadas nem quanto da economia dependerá da tecnologia.
As metas e os planos específicos para sua aplicação serão apresentados no primeiro trimestre de 2027. Portanto, a estimativa de redução de pessoal não corresponde a um anúncio de substituição direta de 25 mil servidores por IA.
A proposta chega depois de uma expansão do funcionalismo. Segundo a Bloomberg, o número de servidores da administração central atingiu o recorde de 160 mil no fim de 2025, um crescimento de 41% em relação a 2018, apesar de promessas anteriores de redução da estrutura.
Continua após a publicidade O argumento do governo é que simplificar procedimentos e reorganizar o trabalho permitirá prestar serviços com menos recursos.
Além da tecnologia, o pacote envolve escolhas sobre quais atividades o Estado deve continuar executando. “Não podemos continuar fazendo o que fazíamos”, afirmou Eric van der Burg, secretário de Estado responsável pela reforma, no comunicado do governo.
Para ele, o excesso de regras, exceções e procedimentos dificulta a solução de problemas de cidadãos e empresas. Continua após a publicidade
Uma das frentes é eliminar ou simplificar pelo menos 500 regras por ano. O governo também estuda exigir que cada ministério demonstre a necessidade de manter as normas sob sua responsabilidade.
A intenção é reduzir o tempo e o dinheiro gastos para cumprir exigências burocráticas. No atendimento, a aposta é integrar serviços para evitar que cidadãos e empresas tenham de apresentar repetidamente informações que o poder público já possui.
Isso exigirá facilitar o compartilhamento seguro de dados entre órgãos, como a administração tributária e a Câmara de Comércio. Continua após a publicidade
O ajuste também alcançará a estrutura física. O plano prevê uma estação de trabalho para cada dois funcionários, venda de imóveis excedentes, padronização dos sistemas de tecnologia e mais compras conjuntas entre departamentos.
Os números anunciados são metas, e não economias já obtidas. A distribuição detalhada dos cortes será apresentada na atualização orçamentária da primavera europeia.
Antes disso, no início de 2027, o governo deverá mostrar como pretende transformar a aposta em inteligência artificial em ganhos mensuráveis de produtividade. Publicidade
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