Países árabes condenam restrição de acesso a locais sagrados muçulmanos e cristãos por Israel
O Egito e diversos países árabes condenam a proibição de Israel ao acesso a locais sagrados muçulmanos e cristãos em Jerusalém, exigindo que o acesso seja liberado e que a comunidade internacional 'adote uma posição firme que obrigue Israel a pôr fim às suas contínuas violações e práticas ilegais'.
Em um documento assinado por Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita e Catar, os ministros das Relações Exteriores determinaram Israel a 'cessar imediatamente o fechamento dos portões da Mesquita de Al-Aqsa/Al-Haram Al-Sharif, a remover as restrições de acesso à Cidade Velha de Jerusalém e a se abster de obstruir o acesso de fiéis muçulmanos à mesquita'.
Eles condenam 'nos termos mais veementes as contínuas restrições de Israel à liberdade de culto para muçulmanos e cristãos na Jerusalém ocupada, incluindo a proibição do acesso de fiéis muçulmanos à Mesquita de Al-Aqsa e a proibição da entrada do Patriarca Latino de Jerusalém e Custódio da Terra Santa na Igreja do Santo Sepulcro para a celebração da Missa do Domingo de Ramos'.
No início da guerra, autoridades israelenses anunciaram que os fiéis muçulmanos não poderão realizar as orações de sexta-feira do Ramadã no complexo da Mesquita de Al-Aqsa, no Monte do Templo.
'O Estado de Israel está comprometido com a liberdade de culto e religião e permitiu isso durante as duas primeiras semanas do abençoado mês do Ramadã, mas o eixo da morte liderado pelo Irã coloca em risco a vida de todos com o lançamento contínuo de foguetes em direção a Israel e a toda a região', afirma o Brigadeiro-General Hisham Ibrahim, chefe da Administração Civil.
Já nesse final de semana, foi proibido acesso a Igreja do Santo Sepulcro para celebração cristã do Domingo de Ramos. Após críticas da comunidade internacional, houve uma liberação por parte do premiê Benjamin Netanyahu.
Irã anuncia pena de morte para quem filmar ou fotografar danos causados por ataques aéreos
Ataques contra instalações energéticas do Irã em Isfahan.
Reprodução
O Irã anunciou nesta terça-feira (31) que irá condenar a pena de morte qualquer pessoar que filmar ou fotografar os danos causados por ataques aéreos dentro do país. O anúncio foi feito pelo porta-voz do Judiciário iraniano, Asghar Jahangir, citado pela agência de notícias Fars.
'Para aqueles que fornecem informações ao inimigo tirando fotos ou filmando, a lei que aumenta as penas para espionagem prevê a pena de morte e o confisco de todos os bens. Quando fotografias são tiradas das áreas danificadas, o inimigo é informado de que o alvo foi localizado corretamente', declarou.
Segundo ele, esse fornecimento de informações para Estados Unidos e Israel 'equivale a colaborar com o inimigo em atividades de inteligência, um crime para o qual a legislação prevê pena de morte e confisco de todos os bens'.
A mídia iraniana noticiou mais de mil prisões ao longo do mês, relacionadas a indivíduos acusados de filmar locais sensíveis, compartilhar conteúdo antigovernamental online ou 'cooperar com o inimigo'.
O porta-voz do judiciário afirma que a legislação, aprovada no ano passado, aplica-se a atividades operacionais, de inteligência e a certas atividades de mídia consideradas de apoio a governos hostis. Ele alerta que aqueles que criarem 'medo' por meio de desinformação poderão enfrentar penas de prisão, com penalidades agravadas em tempos de guerra.
