Pais são presos por negligência após criança morrer de crise de asma sem tratamento nos EUA

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Um casal da Califórnia, nos Estados Unidos, foi acusado de negligência infantil grave após a morte da filha, Aurora Williams, de oito anos, em decorrência de uma crise de asma não tratada por mais de oito horas. Gabrielle Hanson, de 32 anos, e Jacob Randolph, de 39, foram presos após a menina sofrer complicações respiratórias em casa, em San Jose, em 13 de maio de 2026, segundo o Ministério Público do Condado de Santa Clara (SCCDA). A morte foi classificada como homicídio, em audiência que ocorreu nesta semana. Entenda: Corpo de turista britânico some de necrotério no Chipre e caso intriga a polícia Saiba mais: Jovem de 21 anos morre após fraturar tornozelo; pai processa hospital por negligência nos EUA A residência estava infestada de baratas e apresentava lixo, mofo e fezes de animais. Os investigadores também encontraram o inalador da menina quebrado e baratas na máscara respiratória. Aurora morreu quatro dias após ser socorrida, em consequência da falta de oxigênio no cérebro provocada por asma grave, agravada por uma infecção respiratória, informou a promotoria. Histórico de negligência e outras acusações Em fevereiro de 2025, Aurora já havia sido levada a um pronto-socorro com dificuldades respiratórias. Na ocasião, profissionais de saúde observaram baratas sobre a criança, que apresentava baixo peso, palidez e sinais de fome. Segundo o promotor Jeff Rosen, a menina também havia sido impedida de frequentar a escola. — Essa garotinha asmática vivia em uma casa com fezes — afirmou Rosen, em comunicado. Seis crianças que viviam na residência, com idades entre dois meses e 17 anos, foram colocadas sob os cuidados dos serviços de proteção infantil. Registros sociais indicam que elas estavam expostas a condições perigosas desde 2019. O caso também envolve Jonathan Hanson, de 44 anos, irmão de Gabrielle, acusado de crimes de abuso sexual de menores e posse de pornografia infantil. Segundo a promotoria, ele morava com a família e abusava sexualmente da enteada de Gabrielle, que teria conhecimento dos abusos e não agido para impedi-los. Os pais foram liberados, mas estão proibidos judicialmente de manter contato com os filhos e outros menores. Os envolvidos têm novo comparecimento à Justiça marcado para 20 de novembro.

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