Os pais de Saylor Hayes, menina autista não verbal de cinco anos encontrada morta após desaparecer de uma casa alugada na Carolina do Sul, foram presos na noite de terça-feira.
John Herb Hayes III, de 70 anos, e Geordyn Nichole Haynes, de 31, são acusados de colocar ilegalmente uma criança em risco e de abandono intencional, informou o Gabinete do Xerife do Condado de Georgetown.
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Segundo os mandados de prisão, o casal não forneceu supervisão e proteção adequadas à menina, que tinha afinidade conhecida com a água e histórico de fugir.
Saylor teria sido deixada sem supervisão a cerca de 15 metros de um corpo d’água próximo à casa onde a família estava hospedada, em Pawleys Island.
Dispositivo de rastreamento não estava com a menina
As autoridades afirmam ainda que Saylor possuía um transmissor do Project Lifesaver, programa de rastreamento destinado a localizar pessoas vulneráveis, mas não usava o dispositivo quando desapareceu no domingo.
O equipamento foi posteriormente encontrado dentro de um veículo da família, na Virgínia, onde eles residem.
Os investigadores também acusam os pais de terem direcionado as buscas para o uso da tecnologia de rastreamento, apesar de saberem que a menina não estava com o transmissor, além de terem afastado os esforços de procura do corpo d’água onde Saylor acabou sendo encontrada morta.
O desaparecimento mobilizou uma grande operação, com helicóptero, drone subaquático, embarcações e centenas de moradores.
O corpo da menina foi localizado posteriormente na água, atrás da propriedade alugada.
Segundo o legista do condado de Georgetown, Chase Ridgeway, não havia sinais visíveis de trauma, e a causa da morte permanece indeterminada até a conclusão da autópsia e de outros exames.
Após uma investigação que classificou como extensa, o xerife Carter Weaver afirmou que decidiu responsabilizar o casal.
— Pais e responsáveis têm a responsabilidade fundamental de proteger crianças que não podem se proteger sozinhas — disse.
— Ela merecia estar segura.
Ela merecia ser protegida.
Os pais deverão ser levados de volta para a Carolina do Sul após a conclusão do processo de extradição.
Não há informação sobre a contratação de advogados para representá-los.
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