Pais de jovem morto por overdose processam OpenAI após ChatGPT indicar combinação de drogas

 

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Os pais de um jovem de 19 anos que morreu de overdose acidental nos Estados Unidos processaram a OpenAI e o CEO da empresa, Sam Altman, sob a alegação de que o filho recebeu orientações perigosas do ChatGPT sobre combinação de drogas.

Leila Turner-Scott e Angus Scott afirmam que Sam Nelson usava o chatbot para buscar informações sobre mistura de substâncias. Segundo a ação, a plataforma recomendou o uso do medicamento Xanax para aliviar náuseas provocadas pelo consumo de kratom, produto fitoterápico com efeitos semelhantes aos de opioides.

De acordo com o processo, a combinação de drogas e álcool levou à morte do jovem, em maio de 2025. O caso foi protocolado em um tribunal estadual de San Francisco.

Além de pedir indenização, os pais solicitam que a Justiça suspenda o lançamento do ChatGPT Health, plataforma anunciada pela OpenAI em janeiro para permitir que usuários enviem prontuários médicos e recebam orientações personalizadas de saúde.

Atualmente, o ChatGPT já mantém uma lista de espera para acesso ao serviço. Um relatório divulgado pela empresa em janeiro apontou que cerca de 40 milhões de usuários fazem perguntas relacionadas à saúde diariamente na plataforma.

Em nota, o porta-voz da OpenAI, Drew Pusateri, afirmou que o caso é 'devastador' e disse que as conversas citadas ocorreram em uma versão antiga do ChatGPT, que não está mais disponível. Segundo ele, a empresa segue trabalhando para reforçar os mecanismos de segurança da ferramenta.