Pai se despede de menino de 9 anos morto em atropelamento na Tijuca; mão é velada em capela ao lado

 

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O humorista Vinicius Antunes, pai de Francisco Farias Antunes, de 9 anos, se despede do filho durante o velório que está sendo realizado na manhã desta quarta-feira, no Cemitério da Penitência, no Caju, na Zona Norte do Rio. O menino morreu ao lado da mãe, Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos, que está na capela vizinha. Os dois foram atropelados por um ônibus na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, também na Zona Norte. Eles estavam em um autopropelido — uma espécie de bicicleta elétrica.

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Antunes chegou ao cemitério acompanhado da esposa, Ana Souza, e logo foi cercado por amigos, que o abraçaram. O clima no local é de muita emoção.

Vinicius Antunes ao lado da esposa, Ana Souza

Gabriel de Paiva/Agência O Globo

Nesta terça-feira, o humorista denunciou que golpistas usam o nome de Francisco para pedir dinheiro que afirmam ser para o velório da criança:

"Tem gente em grupos pedindo dinheiro como se fosse para o velório do Chico. Não estamos pedindo dinheiro nenhum para o velório dele. Por favor, não deem dinheiro para nada relativo a ele para desconhecidos. Eu sempre falo direto aqui com vocês. É bizarro eu estar num momento desses e ainda ter que passar por esse tormento".

Aumento de casos

Números do Corpo de Bombeiros mostram que o número de acidentes envolvendo autopropelidos na cidade mais que triplicou: foram de 65, em 2024, para 211, em 2025. Este ano, já estão em 49.

O acidente trágico reacendeu — mais uma vez — a discussão a respeito da circulação de bicicletas elétricas, autopropelidos e ciclomotores. Regras existem. Elas foram estabelecidas pela Resolução 996, de junho de 2023, do Conselho Nacional de Trânsito. Apesar de terem quase três anos, ainda não foram regulamentadas por prefeituras do estado, inclusive a da capital.

Pedido por ciclovia

Na manhã de desta terça-feira, o local onde aconteceu o acidente com Chico e Emanoelle — onde não existem ciclovias — amanheceu com inscrições pintadas com tinta branca no asfalto. Em uma delas se lê: “Queremos ciclovias”. Em outro ponto, duas cruzes e a data da tragédia. À noite, o pai do menino voltou às redes sociais e escreveu: “Ele não teria morrido na Zona Sul, porque lá tem ciclovia”.

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