Um pai de Oklahoma, nos Estados Unidos, cobrou limites mais rígidos para o uso de telas nas escolas após descobrir que o filho assistiu a 120 vídeos do YouTube durante quatro dias de aula. Jeff Howard levou a reclamação ao conselho escolar nesta segunda-feira (12), preocupado com o impacto da plataforma no desempenho do estudante, que frequenta uma escola pública do distrito de Mid-Del, na região metropolitana de Oklahoma City. Durante uma reunião com professores, Howard soube que o filho podia acessar vídeos e ouvir música no tempo livre. Segundo o pai, os registros mostravam que os conteúdos foram reproduzidos durante o horário escolar. Ele também afirmou que o menino passou a fazer as tarefas rapidamente para voltar a assistir aos vídeos. — Ele é um ótimo garoto, mas é viciado em telas — disse Howard ao conselho. Após a reclamação, a escola analisou a situação e restringiu o tempo livre do estudante à reprodução de músicas. O pai, porém, pediu que o YouTube fosse bloqueado, afirmando que não permite o acesso do filho à plataforma em casa sem supervisão. Veja: Debate sobre limites de tela O superintendente do distrito, Rick Cobb, disse à emissora KOCO News que a questão merece discussão. Para ele, é necessário diferenciar o uso da tecnologia durante as aulas daquele feito pelos alunos após concluir as atividades. Cobb também afirmou que professores não devem estimular os estudantes a terminar as tarefas rapidamente apenas para liberar tempo de tela. O debate ocorre em meio a iniciativas para restringir o uso de dispositivos nas escolas americanas. Em fevereiro, um projeto de lei apresentado em Oklahoma propôs limitar a uma hora por dia letivo o tempo de tela de alunos da pré-escola ao quinto ano. A proposta foi aprovada por unanimidade na Câmara estadual, mas não avançou no Senado. Segundo Cobb, o tema deverá voltar à pauta legislativa em fevereiro.
Pai denuncia uso excessivo de telas após filho assistir a 120 vídeos do YouTube na escola nos EUA
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O Globo
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