Pai de Vorcaro será encaminhado para Centro de Remanejamento de Presos de Belo Horizonte
O pai do banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique de Moura Vorcaro, ficará detido no Ceresp - Centro de Remanejamento de Presos - Gameleira, na região oeste de Belo Horizonte, depois de passar por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal. Ele foi preso, nesta quinta-feira, em um condomínio residencial de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, durante a sexta fase da Operação Compliance Zero.
Henrique Vorcaro presidia a Multipar, empresa que, segundo o Coaf - Conselho de Controle de Atividades Financeiras -, movimentou mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025 exclusivamente entre contas ligadas ao banqueiro.
A decisão judicial que autorizou a prisão de Henrique Moura Vorcaro aponta que ele teria feito repasses financeiros para financiar “A Turma”, núcleo operacional da organização criminosa investigada, além de acionar integrantes do grupo em busca de informações sigilosas, mesmo após as primeiras fases da Operação Compliance Zero, deflagradas em novembro de 2025 e janeiro de 2026.
Ainda nesta quinta-feira, Henrique Vorcaro e o hacker Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos passaram pelo Instituto Médico-Legal de Belo Horizonte para a realização de exame de corpo de delito, procedimento padrão em casos de prisão.
Diante da prisão, o advogado de Henrique, Eugênio Pacelli, afirmou que a operação desta quinta-feira foi baseada em fatos cuja legalidade ainda não teria sido comprovada no processo e que também não ficou demonstrada a ausência de finalidade econômica legítima nas movimentações investigadas.
Segundo a defesa, essas informações ainda não teriam sido solicitadas nem a Henrique Vorcaro nem aos advogados.
Segundo a Polícia Federal, esta é a sexta fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de praticar intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos. Os investigados podem responder por crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
