Pai abandona casa em chamas e três filhos morrem em incêndio nos EUA

 

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A Justiça de Wisconsin, nos Estados Unidos, marcou para 14 de maio a próxima audiência de Joshua Kannin, de 39 anos, acusado de negligência infantil pelas mortes dos três filhos durante um incêndio na casa da família, ocorrido no Dia de Ação de Graças do ano passado, em Kenosha. A denúncia criminal foi formalizada após a investigação concluir que ele deixou as crianças para trás ao fugir da residência em chamas.

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Kannin responde pelas mortes de Rylee, de 10 anos, Connor, de 9, e Alena, de 7. Segundo a acusação, ele teria abandonado os filhos dentro da casa enquanto saía correndo após perceber o incêndio. À polícia, ele afirmou que “entrou em pânico” ao ver as chamas e saiu pela porta da frente para pedir ajuda.

De acordo com a denúncia, policiais de Kenosha chegaram ao local em 27 de novembro após receberem chamadas informando que a residência estava “completamente em chamas”. Kannin foi encontrado do lado de fora, vestindo apenas roupa íntima e pedindo socorro. Durante o resgate, Alena foi localizada no segundo andar, enquanto Connor e Rylee estavam no primeiro.

Os três irmãos foram retirados da casa, mas Connor e Rylee morreram ainda no local. Alena chegou a ser hospitalizada com queimaduras em cerca de 80% do corpo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente.

Falta de detectores de fumaça

Em depoimento, Kannin disse que havia fumado um cigarro antes de dormir e que acordou durante a madrugada sem saber se foi por causa da fumaça ou do “latido do gato”. Ele relatou ter visto um “pequeno incêndio no chão da cozinha” e afirmou que, naquele momento, pensou apenas que precisava de ajuda.

Segundo ele, pediu para que os filhos saíssem da casa e tentou retornar ao imóvel, mas recuou por causa da fumaça intensa. “Eu mal tinha dado dois passos para dentro e já tive que voltar”, disse aos investigadores, acrescentando que abrir a porta teria piorado a propagação do fogo.

Durante a vistoria, bombeiros constataram que não havia detectores de fumaça instalados na residência. Kannin afirmou que retirou um dos aparelhos porque ele apresentava falhas e disparava sem motivo, o que considerava um “incômodo”.

Jourdan Feasby, mãe das crianças e ex-esposa de Kannin, afirmou à emissora TMJ4 que havia alertado diversas vezes sobre a ausência dos alarmes. Segundo ela, também avisou a mãe dele e o proprietário do imóvel. À CBS58, descreveu a casa como “nojenta” e disse que a rotina no local era de abandono.

Feasby classificou a acusação como um sentimento “agridoce” e afirmou que continua buscando justiça, apesar de as mortes terem sido registradas oficialmente como acidentais. “Eu morri com eles naquele dia”, declarou. “Tem sido um verdadeiro inferno para mim e para minha família. Estou literalmente vivendo o meu pior pesadelo.”