O presidente Donald Trump recebeu fortes críticas bipartidárias nesta segunda por uma série de anúncios de televisão que o promovem a poucas semanas das cruciais eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Os anúncios exibem a legenda "pago pelo governo dos Estados Unidos". As chamadas "midterms", marcadas para 3 de novembro, são fundamentais para definir as maiorias parlamentares no Senado e na Câmara dos Representantes, que eventualmente podem bloquear a agenda do governo nos dois anos restantes da atual administração. 'Estilo paranoico': Financial Times traça comparativo entre famílias de Bolsonaro e de Trump Após desmentido de aliado: Trump volta a dizer que estuda ‘muito seriamente’ proibir exportações de diesel Opinião do GLOBO: Cortes do governo Trump põem em risco monitoramento do clima global Na noite de domingo, durante um jogo da liga de futebol americano NFL, foi transmitido um dos anúncios em que o republicano alerta para uma "batalha final" em uma sequência em preto e branco enquanto caminha por um corredor. Veículos de imprensa americanos apontaram que o anúncio parecia quase idêntico a uma propaganda política a favor de Trump veiculada durante sua campanha para as eleições presidenciais de 2024. A Casa Branca descreveu esses anúncios publicitários como mensagens de serviço público "abertamente patrióticas" e os comparou a mensagens de presidentes anteriores em tempos de guerra e crises nacionais. No entanto, legisladores republicanos e seus opositores democratas fizeram críticas a respeito. "Você não pode gastar dinheiro público para fazer autopromoção", declarou o senador republicano John Kennedy no programa "Face The Nation", da CBS, no domingo.
O senador democrata John Hickenlooper chamou no X, nesta segunda, os anúncios de "propaganda", "ilegais" e "antiamericanos". "Isto é propaganda, e você está pagando a conta", afirmou também o democrata Mike Levin, da Câmara.
O primeiro anúncio foi ao ar na semana passada e apresenta uma música que diz "Love Me", enquanto Trump proclama: "Os Estados Unidos nunca serão um país comunista". O segundo, a "batalha final", exibido durante o fim de semana, inclui a voz de Trump afirmando: "Vamos expulsar os comunistas, marxistas e fascistas. Vamos nos livrar da classe política doente que odeia o nosso país. Derrotaremos a mídia de notícias falsas e libertaremos os Estados Unidos desses vilões, de uma vez por todas".
O Globo