Paes sai em defesa de vereador preso e diz que integrantes do governo do Rio admitiram erro no caso

 

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Sem citar nomes, o prefeito Eduardo Paes afirmou que integrantes da cúpula do governo do estado o procuraram para pedir desculpas e admitir que houve um equívoco na prisão do vereador Salvino Oliveira, do PSD. O parlamentar é investigado sob suspeita de relações com o Comando Vermelho. No entanto, a suposta fragilidade das provas anexadas ao inquérito que apura o caso levou o partido a acionar a Justiça e acusar o governador Cláudio Castro, do PL, e o secretário de Polícia Civil, Felipe Cury, de uso político da polícia. Os dois negam a acusação.

Em agenda com o presidente Lula, Paes saiu em defesa do vereador. Ele chamou integrantes do governo Castro de covardes e disse que eles devem enfrentá-lo, e não aliados dele. Citou ainda o caso do ex-juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio, chamando-o de “delinquente” e afirmando que o enfrentou e o venceu quando ele foi afastado.

“O que esses covardes fizeram, e eu já disse, já dei o recado a esses covardes: quem vai enfrentá-los sou eu. Se eles têm algum objetivo de me alcançar, que me investiguem, que me ataquem, que venham para cima de mim. Que não sejam covardes de ir para cima de um jovem vereador para tentar me atingir. Eu não posso contar publicamente as explicações indiretas que já recebi dizendo: ‘É, realmente erramos’. Ou admitem publicamente o erro ou são covardes.

Não adianta ir para os gabinetes e dizer: ‘Ah, realmente erramos’. Admitam. Admitam. De novo, se amanhã tiver alguma prova de envolvimento do Salvino com alguma coisa, eu vou ser o primeiro a dizer: ‘Olha, vai responder pelos seus crimes e não terá mais minha solidariedade’. Mas, se Deus quiser, Salvino vai estar na terça-feira que vem na Câmara dos Vereadores.”

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, também usou o evento para falar do caso e acusou o governo do estado de uso político da polícia.

Nas redes sociais, o secretário de Polícia Civil, Felipe Cury, negou as acusações e disse que o mandado de prisão contra Salvino passou pela aprovação do Ministério Público e do Judiciário. Além disso, segundo Cury, as investigações duraram quase dois anos.