Paes promete fim da influência política na segurança, chama Ruas de ‘filhinho de papai’ e critica ‘dedo podre’ de Bolsonaro no Rio

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Fonte da notícia: Extra Extra

Candidato ao governo do Rio pelo PSD, Eduardo Paes prometeu nesta sexta-feira “tirar o crime de dentro do Palácio Guanabara” e elencou formas de encarar o problema da segurança pública. Último entrevistado da série de sabatinas O GLOBO, EXTRA, Valor e CBN, o ex-prefeito também fez uma série de críticas a adversários políticos. Veja o que é #FATO ou #FAKE na sabatina de William Siri ao EXTRA, Globo, Valor e CBN ‘Dark Horse’: Flávio Bolsonaro é investigado no STF em inquérito determinado por Mendonça sobre financiamento do filme Assista à entrevista: Paes afirmou que, se eleito, vai acabar com a influência de políticos nas polícias e repaginar a Secretaria de Segurança, que voltaria a unificar os comandos da Civil e da Militar. Ele também não descarta, caso eleito, incluir a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) sob o guarda-chuva da pasta. Ainda na seara da segurança, o político do PSD questionou o “lugar-comum” de que o principal problema seria a falta de serviços sociais. — O Rio tem um problema de segurança pública. Quando foi pacificada a Vila Kennedy, o lugar-comum era de que tinha que entrar com serviços sociais, de que o estado tem que entrar. A Vila Kennedy tem escolas, os serviços públicos estão lá. Não é tão chique quanto o Leblon, mas tem serviços públicos. Ele se colocou a favor da redução da maioridade penal, tema que voltou à tona no debate nacional: — Totalmente a favor. Se pode votar para presidente, pode escolher quem vai governar o estado, quem vai ser o prefeito da sua cidade, parto da premissa de que já tem capacidade de tomar suas próprias decisões Perguntado sobre a classificação das organizações criminosas como "narcoterroristas", o ex-prefeito classificou os movimentos de Donald Trump como "baboseiras". — Essas baboseiras de Trump não enchem a barriga de ninguém, não resolvem o transporte, não melhoram o Ideb — disse. — Eu quero ser governador do estado. Quero assumir para mim, não empurro com a barriga problema que é da minha responsabilidade. Se der certo, palmas para o Eduardo Paes. Se não der, (serei) mais um incompetente. Paes também respondeu à estratégia de seu principal adversário, Douglas Ruas (PL), que busca associá-lo ao ex-governador Sérgio Cabral, de quem era aliado no passado. Segundo o candidato do PSD, ele nunca foi “empregado” de Cabral, tampouco "filhinho de papai", rótulo que vem tentando emplacar contra o candidato do PL por causa da relação com o pai, Capitão Nelson (PL), prefeito de São Gonçalo. Também aproveitou para reforçar o discurso de vincular Ruas ao grupo político do ex-governador Cláudio Castro (PL), a quem serviu como secretário de Cidades, e alfinetar as escolhas da família Bolsonaro no Rio, dado que o clã apoiou Wilson Witzel em 2018 e Castro em 2022. — No mínimo, Bolsonaro tem um dedo podre para o Rio de Janeiro — disse. — Eles enganaram os eleitores em 2018 com o Witzel, dizendo que era candidato do Bolsonaro, com aquela cara meio de sicário, de matador de aluguel. Ainda instado a falar da relação entre o jogo local e o nacional, afirmou que Ruas precisa ter o bolsonarismo como "muleta" na eleição. — O Douglas Ruas precisa de uma muleta e está usando o Bolsonaro. Meu candidato a presidente do Brasil chama-se Lula, mas não é Lula quem vai governar o estado do Rio — alegou, questionado se estava escondendo o petista da campanha. Na área de transporte, Paes traçou como metas dar início às obras da linha 3 do metrô, "fazer com a SuperVia o mesmo que fiz com o BRT", acabar com o Riocard e licitar a bilhetagem eletrônica, além de reduzir a passagem dos ônibus intermunicipais. Sabatinas A série foi aberta nesta terça-feira com o deputado estadual Douglas Ruas (PL). Já William Siri (PSOL) foi sabatinado na quarta-feira, e Anthony Garotinho na quinta. Cada sabatina tem uma hora e meia de duração. As entrevistas, realizadas no estúdio da redação do GLOBO, são conduzidas pelos apresentadores da CBN Rio Bianca Santos e Leandro Resende, pelo editor de Política dos jornais O GLOBO e Extra, Thiago Prado, pelo colunista Bernardo Mello Franco e por Francisco Góes, chefe da sucursal do Valor no Rio. O eleitor fluminense também poderá acompanhar as entrevistas por meio de reportagens nos veículos e cortes de vídeos nas redes sociais. O GLOBO segue com uma intensiva cobertura das eleições de 2026 dentro e fora de seus estúdios. Em agosto, a rádio CBN de São Paulo foi palco das sabatinas com os candidatos ao governo paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT).

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