Paes promete estender metrô à Baixada Fluminense e condiciona aumento de subsídio a nova bilhetagem

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Em visita à estação de metrô da Pavuna, ponto final da Linha 2 na Zona Norte do Rio, Eduardo Paes (PSD) criticou a falta de criação de novas estações do modal na última década eprometeu estender o modal para cidades da Baixada Fluminense, como São João de Meriti e Belford Roxo. Ele ainda condicionou um aumento do subsídio, que poderia reduzir o preço da passagem, a uma nova bilhetagem eletrônica — voltando a dizer que uma máfia controla o sistema.

Com deficit de vagas, novo governo do Rio terá de encarar resistência à criação de presídios Propag dá alívio, mas governador terá de enfrentar rombo bilionário no Rio — A gente tem duas frentes para agir no metrô. A Linha 2 até a Praça XV — e conseguir iniciar a Linha 3 em direção a São Gonçalo — e aqui conectando a Pavuna com o ramal de Belford Roxo, passando por São João de Meriti. E há como reduzir a tarifa, mas antes é a gente ter controle na bilhetagem, como o Jaé na capital. Hoje as informações são da prefeitura e, portanto, a gente consegue saber que subsídio se paga e como fazer — disse ele.

A discussão da nova bilhetagem para os modais estaduais vem se arrastando nos últimos anos na Justiça. Desde 2017 o tema é discutido em uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público. O governo do Rio apresentou uma nova modelagem de bilhetagem elaborada a partir de um estudo do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ) e aguarda validação do Tribunal.

Questionado, Paes disse que, se eleito, não vai aderir à licitação do Jaé feita pela prefeitura do Rio e vai realizar uma nova licitação. O candidato afirmou que não descarta ter que intervir em algum modal com a criação de uma empresa pública, como fez com a MobiRio no BRT. O ex-prefeito afirmou afirmou que pretende renovar a frota de vagões da TrensRJ, que assumiu recentemente a operação dos trens no estado. — Se a gente entender que o novo concessionário, que, na verdade, é pago pelo Estado, está operando bem, sem problemas. Mas se for necessário criaremos uma empresa no padrão que foi a MobiRio. Para a compra dos trens é preciso modelar a forma de aquisição. O BNDES, por exemplo, já apresentou linhas de créditos com os investimentos que eles consideram prioritários.

Reduto dos Vieiras Paes caminhou pela região ao lado da vereadora Helena Vieira, do deputado federal Luciano Vieira e do prefeito de São João de Meriti Léo Vieira. Os três são filiados ao PSDB e o congressista é o presidente estadual da sigla, que está na coligação de Paes. Nesta terça-feira, Diego Alba (PSDB), aliado da família Vieira, teve a candidatura à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral. A Corte entendeu que ele não pode ir às urnas, pois foi condenado por formação de quadrilha armada e há indícios de cooptação eleitoral por meio de projetos assistenciais em áreas dominadas pelo Comando Vermelho. Na última semana, Paes subiu o tom contra o adversário Douglas Ruas (PL) buscando colar sua imagem ao ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União), que é acusado de ter ligações com o CV. Questionado, o ex-prefeito minimizou a candidatura de Alba: — Bacellar era o candidato a governador de Cláudio Castro e Douglas Ruas. Uma coisa é ter o crime sentado no Palácio Guanabara, outra é um candidato a deputado que ninguém sabe quem é. Que bom que os filtros da Justiça Eleitoral estão funcionando para evitar que pessoas com problemas ou com passado de crimes entrem na política. Jamais apoiaria alguém ligado ao crime organizado para governar o nosso Estado — concluiu.

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