Paes diz não ter conseguido reunião com Castro sobre Guarda Municipal armada: 'Meses pedindo'

 

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O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), destacou nesta quarta-feira, durante a apresentação dos armamentos, viaturas, uniformes e equipamentos das equipes da Divisão de Elite da Guarda Municipal — com início de atividades previsto para março —, que a responsabilidade da segurança pública "é do governo do Estado". Segundo o chefe do Executivo carioca, a ideia da Força Municipal é trabalhar em conjunto com a Polícia Militar. Mas, quando questionado sobre os moldes em que essa cooperação vai se dar, ele afirmou que espera uma reunião com o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), para definir como vai ser essa atuação.

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— Tenho solicitado há algum tempo uma audiência com o governador para que possamos trabalhar em conjunto. Ainda não consegui esse encontro, mesmo após meses pedindo — alfinetou Paes. — A tarefa da segurança pública é do governador, não do prefeito. O objetivo da Prefeitura é auxiliar a Polícia Militar, liberando-a para atuar em áreas em que apenas ela pode agir.

Procurado, o governo do Estado do Rio ainda não se manifestou. O espaço segue aberto.

Voltada para coibir roubos e furtos, a nova tropa será equipada com pistolas calibre 9 milímetros, com capacidade para 15 disparos por carregador, além de dois carregadores reserva por agente. Além de portarem equipamentos de menor potencial ofensivo, como armas de choque, tonfas e spray de gás lacrimogêneo ou de pimenta.

Motocicletas, vans e pick-ups fazem parte da frota da Força Municipal

Fabiano Rocha/Agência O GLOBO

A Prefeitura acredita que o conjunto de materiais disponibilizados permite a aplicação do uso diferenciado da força, de acordo com o contexto, o nível de risco e os protocolos operacionais, garantindo melhores condições de segurança e desempenho para as equipes em serviço.

A primeira turma da Força Municipal, composta por 600 agentes, vai atuar a partir de três bases: Leblon, na Zona Sul, Piedade, na Zona Norte, e Campo Grande, na Zona Oeste. As patrulhas, de acordo com o diretor-geral da Divisão de Elite, Brenno Carnevale, serão definidas por meio de análise de manchas criminais.

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Os guardas armados da Força Municipal utilizarão câmeras corporais e serão monitorados em tempo real, 24h por dia, por GPS. A atuação da tropa será acompanhada a partir de uma sala de monitoramento instalada no Centro de Operações e Resiliência do Rio (COR-Rio).

— A câmera corporal protege o bom servidor, é meio de produção de provas e também coíbe desvios de conduta — assinalou Carnevale.

Com orçamento anual de R$ 280 milhões, a corporação contará com 118 veículos, entre pick-ups, motocicletas e vans, que darão suporte aos agentes. Os veículos serão utilizados em ações de patrulhamento preventivo e ostensivo, tanto de forma motorizada quanto a pé, em duplas ou trios.

Ainda foram entregues 1.500 pistolas Glock e os equipamentos de menor potencial ofensivo, além de uniformes e equipamentos de proteção individual.