Padre é preso após suspeita de furtar mais de R$ 5,6 mil em figurinhas de beisebol nos EUA
Um pároco da Igreja Episcopal foi preso na Pensilvânia, nos Estados Unidos, suspeito de furtar mais de mil dólares em figurinhas de beisebol de uma loja da rede Walmart ao longo de vários dias. O caso veio à tona após a detenção do reverendo Aidan Smith, de 42 anos, em 27 de fevereiro, na região de Economy, nos arredores de Pittsburgh.
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De acordo com as autoridades e registros judiciais citados pelo jornal New York Post, o religioso, que atua como sacerdote principal e decano da Catedral Episcopal da Trindade, foi abordado após deixar a loja com 27 pacotes de figurinhas de beisebol escondidos sob as roupas dentro de uma caixa de papelão. A rede varejista estimou que o valor total da mercadoria era de US$ 1.099,99, cerca de R$ 5,6 mil. Smith foi acusado de receptação e furto em estabelecimento comercial.
Funcionários da loja acionaram a polícia depois de notar que o padre havia sido visto no local pelo quinto dia consecutivo retirando pacotes de cards e saindo sem efetuar o pagamento. Entre os produtos vendidos pela rede estão coleções populares entre fãs e colecionadores, como as marcas Topps, Pulse e Panini.
Diocese abre investigação
Após a prisão, a Diocese Episcopal de Pittsburgh informou que irá apurar o caso internamente. Em mensagem enviada aos membros da catedral, o bispo Ketlen Solak afirmou que os procedimentos seguirão os cânones da Igreja para lidar com possíveis casos de má conduta.
“Conversei com Aidan e o assegurei de nossas orações neste momento difícil. Por favor, orem por ele, por sua família e por toda a congregação da catedral enquanto lidamos com esta notícia”, escreveu Solak na comunicação à comunidade religiosa.
Segundo a mensagem, Smith já estava em licença administrativa desde o fim de janeiro, embora a ausência não tivesse sido explicada publicamente. Procurado pelo jornal, o advogado de defesa do sacerdote se recusou a comentar o caso.
Outro caso recente envolvendo líder religioso
A detenção ocorre em meio a outro episódio envolvendo um membro do clero nos Estados Unidos. No início de março, o bispo Emanuel Shaleta, de 69 anos, foi preso no Aeroporto Internacional de San Diego após ser acusado de desviar até US$ 1 milhão da Eparquia Católica Caldeia de São Pedro Apóstolo.
De acordo com o Gabinete do Xerife do Condado de San Diego, Shaleta responde a oito acusações de peculato, oito de lavagem de dinheiro e a um agravante de crime de colarinho branco. Investigadores também afirmam que ele teria sido visto frequentando uma casa noturna em Tijuana descrita como um bordel onde mulheres e meninas seriam exploradas.
O bispo apresentou sua renúncia ao Vaticano em janeiro, mas negou as acusações. Em um culto realizado em fevereiro, declarou que nunca se apropriou de recursos da Igreja e afirmou ter administrado as doações de forma responsável, segundo o jornal San Diego Union-Tribune.
