Padre condenado por abuso de adolescente é afastado de Diocese em São Paulo

 

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Um padre da Diocese de Amparo, em SP, foi afastado de sua posição após sua condenação por abuso de uma adolescente nas cidades de Serra Negra e Guarulhos.

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De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), os abusos aconteceram repetidas vezes entre os anos de 2014 e 2016. Sidney Wilson Basaglia teria se aproximado da jovem após torná-la coroinha, estabelecendo uma relação de “confiança e proximidade, oferecendo presentes, realizando convites frequentes para jantares e inserindo-o em atividades fora do convívio familiar”, segundo nota.

O padre, então, teria usado a posição de autoridade para manipular a jovem, criando um vínculo de dependência que acabou resultando nos abusos por cerca de dois anos, tanto em ambientes privados, como na casa paroquial e na residência de familiares.

Ele foi condenado pela Justiça de Serra Negra a 6 anos de prisão, a ser cumprida, inicialmente, no regime semiaberto.

Em nota publicada ontem, dia 6, a Diocese de Amparo anunciou o afastamento de Sidney Wilson Basaglia das suas funções de pároco “para que se dedique pelo tempo necessário à sua defesa”.

De acordo com a Diocese, o afastamento “não implica qualquer prejuízo ao pleno exercício de ordens e não diminui ou prejudica a presunção de inocência”, afirmando, de qualquer maneira, que permanece “firme no compromisso com a verdade, a justiça, a proteção da dignidade humana e a observância das normas canônicas”.

Confira a nota na íntegra

O Bispo diocesano de Amparo, após ouvir o Conselho de Presbíteros e o Padre Sidney Wilson Basaglia, decidiu pelo afastamento temporário do referido sacerdote de suas funções de pároco, para que se dedique pelo tempo necessário à sua defesa.

Esse afastamento, no entanto, não implica qualquer prejuízo ao pleno exercício de ordens e não diminui ou prejudica a presunção de inocência, que decorre também da decisão proferida na investigação canônica.

A Diocese permanece firme no compromisso com a verdade, a justiça, a proteção da dignidade humana e a observância das normas canônicas, mantendo a comunidade informada de forma responsável quando houver necessidade e justificativa.

Unidos, pedimos orações por todos os envolvidos, contando sempre com o amparo de nossa Mãe, Virgem Maria.