O padre Cláudio Pighin, na homilia do 25º Domingo do Tempo Comum, convidou à reflexão sobre o agir de Deus, baseado no Evangelho de Mateus, capítulo 20, versículos de 1 a 16. O sacerdote lembrou que a lógica divina é oposta ao que é pensada pelos seres humanos: o Criador dá a todos a mesma atenção e o cuidado é de igual maneira. Diferente dos humanos, Deus não age conforme o esforço de cada um.
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De acordo com o padre, o Criador não é injusto. “De fato, Deus chama a qualquer hora, como achar melhor. Sabe quando é a hora de cada um, porque nem todos somos iguais. O importante é saber estar prontos quando nos convocar”, disse.
Inversão
Novamente, o sacerdote lembrou como as ações divinas divergem das atitudes humanas, quando Deus coloca em primeiro aqueles que são últimos, conforme o texto bíblico: “O Reino de Deus revoluciona a concepção dos valores da nossa sociedade. Por isso, os poderosos têm muita dificuldade em viver um Deus como o do nosso mestre Jesus.”
Em Mateus 20:1-16, a passagem relata uma parábola contada por Cristo. Nela, os trabalhadores, independente do esforço, receberam o mesmo reconhecimento do empregador. A atitude gerou revolta naqueles que trabalharam desde a primeira hora.
“Segundo o Evangelho, não souberam viver com o momento de sorte e de graça proporcionado pelo patrão. Preocuparam-se somente em ver a competitividade”, esclareceu o padre.
O sacerdote ressaltou que, ao obedecer a Deus, o que de fato importa é estar perto dele. Assim, o maior prazer deve estar na alegria e felicidade de ser fiel ao Criador, sem enxergar os demais como ameaças. O agir divino mostra que não há motivos para discriminações.
Justiça
O padre Cláudio Pighin explicou que a justiça de Deus é baseada no amor para com todos. “E isto, por acaso, nos escandaliza?”, questionou.
“O modo de ser do Onipotente é de ter uma grande bondade que invade toda criatura humana, sobretudo quem mais precisa. Com certeza, não podemos enclausurá-lo no nosso pequeno espaço da razão”, apontou.
Para o sacerdore, a única forma de entender e encontrar o verdadeiro patrão, que é Deus, é libertando-se de raciocínios limitados.
“Deus age surpreeendedo os nossos cálculos e a nossa maneira de agir, e essa ação nos deixa inquietos ou escandalizados. Por tudo isso, não é fácil aceitar o Deus de Jesus. É um grande desafio”, concluiu.
O Liberal