Pacientes denunciam falta de medicamento para Doença de Crohn em unidades da Oncoclínicas no Rio
Pacientes em tratamento para a Doença de Crohn nas unidades da Oncoclínicas em Botafogo e na Barra da Tijuca denunciam a interrupção no fornecimento do medicamento Vedolizumabe. A medicação é considerada essencial para o controle da doença crônica e o atraso nas doses coloca em risco a estabilidade do quadro clínico dos doentes.
De acordo com relatos de pacientes e familiares, o problema é recorrente. A ouvinte Valéria Lima afirma que a falta de estoque nas unidades não é um episódio isolado e que, até o momento, não houve a apresentação de uma solução definitiva por parte da rede.
A situação de insegurança terapêutica tem levado famílias a buscarem o Judiciário. É o caso da ouvinte Karla Gonçalves, que precisou contratar um advogado para garantir o acesso ao medicamento para a mãe.
"Minha mãe conseguiu a dose em janeiro após uma liminar, mas a aplicação prevista para março ainda não foi realizada", conta Karla. No caso dela, o protocolo médico exige a aplicação a cada oito semanas.
O fator financeiro intensifica o transtorno enfrentado pelas famílias. Sem a cobertura do plano de saúde, o custo do Vedolizumabe gira em torno de R$ 25 mil. Mesmo pagando o plano de saúde que chega a R$ 4 mil por mês, os usuários relatam dificuldades para obter a dosagem necessária.
Em nota, a Oncoclínicas informou que monitora uma instabilidade pontual no abastecimento do medicamento e que está adotando as medidas necessárias para regularizar a situação. O grupo afirmou ainda que, nas unidades da Barra da Tijuca e Botafogo, as equipes clínicas acompanham os pacientes individualmente para assegurar a continuidade do cuidado.
