Oscar Schmidt 'não gostava muito de de ser chamado de Mão Santa' e preferia falar em treino, diz Zé Roberto Guimarães

 

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Morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt. Um dos maiores ídolos do esporte nacional, ele também foi o maior cestinha da história do basquete mundial, deixando um legado marcado por talento e protagonismo dentro das quadras.

A morte do ex-atleta foi confirmada em um comunicado da família. O irmão de Tadeu Schmidt estava no Hospital Municipal Santa Ana, na cidade de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, após sofrer uma parada cardíaca.

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José Roberto Guimarães, técnico da Seleção Feminina de Vôlei, falou à CBN sobre o legado de Oscar Schmidt. O técnico diz que o Brasil perde hoje não apenas "um dos maiores ídolos do esporte do nosso país", mas também "um grande herói", que foi um "grande ícone em todos os sentidos".

"Sempre foi muito marcante pela sua personalidade, pelas suas atitudes, pelo seu comprometimento com o que ele fazia. Não só na sua vida esportiva, mas também pessoal. Eu sempre tive uma grande admiração."

Zé Roberto Guimarães destacou que Schmidt inspirava atletas de diferentes modalidades, que tinham Oscar como ídolo.

O treinador conta que o Mão Santa prefereria falar em dedicação e treinamento, sem abraçar a alcunha.

"Ele sempre falou muito a respeito de treinamento, de preparação, né? Porque aquela coisa, ele não gostava muito de ser chamado de Mão Santa. Claro, 'Mão Santa é porque eu treino muito, porque eu me dedico muito'. Então, ele sempre foi assim, né?"

O treinador conta que teve a oportunidade de conviver com Oscar e acompanhar boa parte da carreira dele, formando uma amizade.

"Nos tornamos amigos, participamos de Jogos Olímpicos juntos. E sempre fui um grande admirador pelo que ele representava e da forma como ele se colocava. E eu gosto muito de lutadores, sabe? De atletas que marcam pela perseverança. Lógico que ele tinha um talento excepcional, mas além do talento, ele foi um cara que sempre treinou muito, sempre se dedicou muito."

Zé Roberto diz que Oscar sempre foi um exemplo do que é ser um bom atleta, "do que é realmente tentar realizar sonhos".

"Porque ele conseguiu realizar muitos dos sonhos que ele teve quando adolescente, quando criança. Sonhar de vestir a camisa da seleção, de representar o Brasil em grandes competições. Então, ele foi um grande marco e um grande ícone para todos nós e vai deixar muita saudade."

A morte do ex-atleta foi confirmada em um comunicado da família. O irmão de Tadeu Schmidt estava no Hospital Municipal Santa Ana, na cidade de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, após sofrer uma parada cardíaca.

Na sexta-feira (17), o ex-jogador precisou ser internado às pressas após um mal-estar. Segundo informação da família, Schmidt havia realizado uma cirurgia recente, da qual vinha se recuperando.

Em nota da assessoria do ex-jogador, a família pediu respeito e privacidade neste momento.