Os sinais deixados pela virada no Maracanã para Vasco e Fluminense

 

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A vitória do Vasco, por 3 a 2, na virada emocionante sobre o Fluminense, na quarta-feira (18), renova a crença no trabalho de Renato Gaúcho. Isso porque o que se viu no Maracanã não foi “banho de bola tático” sobre um dos adversários mais ajustados da Série A do Brasileiro, mas um conjunto de ações coletivas que acabou desestruturando o sistema tricolor e fortalecendo a autoestima vascaína.

É fácil enxergar que a troca de peças na estrutura ofensiva do Vasco com a saída do trio Rayan, Coutinho e Vegetti exigia melhora na forma de se defender, algo que, aos poucos, Thiago Mendes, Saldivia e Cuiabano deram ao time. Principalmente, na medida em que melhoraram a condição física. A partir da compactação do tal “bloco baixo”, o time ganha competitividade e as peças começam a fazer a diferença.

Vejam: dos oito gols do Vasco sob o comando de Renato, seis foram de jogadores das linhas médias (Thiago Mendes e Cauã, dois cada, Cuiabano e Nuno) e só dois de atacantes. E reparem que vejo Cuiabano como dublê de meia, como o técnico pede que ele atue. Zubeldía não contava que, com a vantagem de dois gols, o Fluminense aliviasse a marcação — sobretudo das bolas altas, como nos 3 a 2 sobre o Athletico.

Mas aconteceu, e serve de alerta para o time de Zubeldía, cujo forte é justamente o equilíbrio na forma como compete com e sem a bola. As saídas de Martinelli, Acosta, Savarino e Samuel Xavier tiraram do conjunto tricolor energia e qualidade. E o Vasco de Renato Gaúcho, ajustado a partir das alterações e vitaminado por uma torcida que já enxerga as virtudes do time, acreditou tanto na virada que a obteve nos acréscimos.

Crise no Botafogo

O Botafogo perdeu nove e empatou um dos seus últimos onze jogos, incluindo os clássicos do Campeonato Carioca (três), a fase pré da Libertadores (quatro) e Campeonato Brasileiro (cinco). Pior: neste sábado (21), vai a Bragança medir forças com o Red Bull Bragantino envolvido num cenário de incertezas que brotam no vestiário na medida em que se descobre a difícil situação financeira em que John Textor envolveu a SAF do clube. O sócio majoritário, com 90% das ações, está sem crédito no mercado para pagar parcelas em atraso com credores e não goza de prestígio com as principais lideranças do elenco. Conselheiras da parte que tem 10% das ações querem a troca no comando, mas o empresário resiste, à espera do reencontro com as vitórias.