Os melhores restaurantes japoneses do Rio de Janeiro de 2026

Os melhores restaurantes japoneses do Rio de Janeiro de 2026 - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Haru/Umai é eleito o melhor restaurante japonês da cidade pelo Prêmio Rio Show de Gastronomia 2026. Confira outros bons endereços na categoria. 2º lugar: San Omakase Room/San Com uma estrela Michelin e irmã caçula do San, a casa é dedicada só ao omakase: oito lugares por vez, 15 etapas (R$ 830), com peixes e iguarias finas escolhidos pelo chef André Kawai no dia da experiência, em preparos surpreendentes. A harmonização com saquês vem em pairing (R$ 420) ou premium (R$ 680), com a sommelière Jade Mayworm. O cardápio é assinado pela mesma equipe do San, também no Leblon. Entre varanda, salão intimista e balcão para menu por etapas (R$ 500 + R$ 350 com harmonização), a casa mais antiga une tradição e toque moderno — das guiozas de wagyu com nirá e aioli defumado (R$ 89) ao hotate yaki de vieiras (R$ 100), passando pelo maguro shake (R$ 77), misturado à mesa com algas, ovo de codorna e ovas, e pelo bluefin centolla gold (R$ 121), com caviar, ouro e atum direto do Japão. Nas sobremesas, wagashi e técnica francesa se encontram no petit gâteau de doce de leite com sorvete de wasabi (R$ 40), e a carta reserva um capítulo à parte para os chás japoneses (R$ 16 a R$ 42). San Omakase Room: Rua Conde Bernadotte 26 (2112-5199). Ter a sáb, às 19h e às 21h30. Sob reserva. San: Rua Humberto de Campos 827-F (3094-5066). Seg a qui, das 12h às 16h30 e das 18h30 à meia-noite. Sex e sáb, das 12h às 16h30 e das 18h30 à 0h30. Dom, das 12h às 17h e das 18h às 22h30. 3º lugar: Lilia Depois de quase seis anos no Rio Design Leblon, o Mitsubá volta à rua, em um casarão no Horto. Homero Cassiano, que por 18 anos na Tijuca provou não ser preciso estar à beira-mar para servir pescados de qualidade, segue agora sem o mestre Eduardo Nakahara, mas com Cello e Chico Camolese. A identidade autêntica da casa aparece já no shoyu, blend de duas variedades japonesas, e no gari — conserva de gengibre feita na casa. Imperdíveis, os guiozas de lombo suíno e nirá (R$ 59, cinco unidades) têm massa artesanal e delicada. O gyutan (R$ 63), finas fatias de língua bovina grelhadas, tem sabor marcante. Entre os principais, o katsu-don (R$ 79) é comida-conforto: gohan com porco à milanesa, cebola e ovo em caldo adocicado. O almoço executivo (R$ 85 ou R$ 95, completo) traz opções quentes e combinados. No sushibar, bandeiras indicam os peixes do dia, base do mitsubá dreams of sushi (R$ 165, cinco peças), dos combinados do chef (R$ 206 a R$ 568) e do omakase em nove etapas (sob consulta). A carta traz 30 rótulos de saquês japoneses e drinques autorais. Horto: Rua Pacheco Leão 836 (99472-0830). Ter a qui, das 12h à meia-noite. Sex e sáb, das 12h à meia-noite e meia. Dom, das 12h às 23h. Mitsubá: o katsu zara Divulgação / Foto de Tomás Rangel AZUMI A casa, que ostenta o respeitado nome do restaurante criado pela família Ohara, em 1989, está diferente. Fechada em seu endereço original, em Copacabana, em 2023, foi reaberta no ano seguinte no Leblon, ainda com Alissa Ohara na operação. No entanto, divergências com a nova direção, sob o comando do empresário Antônio Rodrigues — conhecido por dar novo fôlego a bares e restaurantes tradicionais cariocas —, fizeram a chef deixar o negócio em dezembro do ano passado. Em 2026, a marca ganhou uma filial no complexo do Edifício Touring, na Praça Mauá. A base da cozinha continua sendo os preparos quentes, com influência da culinária de rua e dos izakayas. Entre as novidades do ano está o takoyaki (R$ 65, cinco unidades), bolinhos de polvo muito populares no Japão. Em dias mais frios, além do famoso lámen da casa (R$ 68 a R$ 72), o katsu don (R$ 75) é boa pedida, com milanesa suína servida com ovo e cebola sobre gohan. Do sushi bar, o combinado de joes — enrolados de peixes frescos com arroz servidos com coberturas diversas, como ovas de salmão, cream cheese e gergelim (R$ 130, dez peças) — é uma opção recente, de acento mais ocidental. Uma boa forma de encerrar a visita é o brownie com sorvete de matcha (R$ 45). Centro: Edifício Touring. Praça Mauá — 96758-3619. Diariamente, das 11h às 22h. Leblon: Rua Dias Ferreira 480 — 96577-2332. Dom a qui, das 12h à meia-noite. Sex e sáb, das 12h à 1h. CANOA SUSHI BAR As mesas na calçada dão o clima informal do lugar, que ocupa duas pequenas lojas na concorrida Rua Dias Ferreira. O antigo Sabor das Águas, espaço onde fica a câmara de maturação de peixes e o aquário de ostras, foi incorporado à operação. O único espaço interno disponível para os clientes é o balcão do sushi bar, com cadeiras altas, onde há serviço de almoço com hand rolls (R$ 21,90 a R$ 49,90), de terça a domingo, até as 16h, e omakase (R$ 420, 12 a 15 etapas), servido no jantar de terça a sábado, às 19h e às 21h, sob reserva. O cardápio à la carte é assinado por Nilson Chaves, que assumiu a chefia executiva do Grupo Malta depois de deixar a subchefia do Oteque. Entre os destaques estão o yukhoe (R$ 65), cone de nori com recheio de steak tartare e uni, e o donburi de gado curraleiro pé-duro (R$ 89), com carne da fazenda Mutum, produção própria do restaurateur Marcelo Malta, em Goiás. A seleção de peixes maturados na brasa (a partir de R$ 165 por quilo) é outro diferencial da casa. Entre as novidades quentinhas, o okonomiyaki de frutos do mar (R$ 95), tipo de panqueca japonesa com katsuobushi, e o karê de porco (R$ 85) já têm seus fãs. O final feliz pode vir com o bolo de pão de mel com calda de chocolate e shoyu (R$ 38), diferente e delicioso. Leblon: Rua Dias Ferreira 605-C (96783-7411). Ter a sáb, das 12h às 23h. Dom, das 12h às 18h. CASA UEDA Muitas mudanças no último ano trouxeram novos rumos para a marca do chef Eric Ueda e de sua esposa Marcelli. O restaurante em Botafogo passou por obras de melhoria e segue com mudanças de funcionamento em curso, como um possível retorno do almoço. O Kakurenbo, espaço no Mercado de Produtores Uptown, se tornou Casa Ueda, com menu integrado à matriz. Ainda este ano, o negócio chega ao TasteLab do Shopping Tijuca. As guiozas de porco ou legumes (R$ 50, seis unidades) são um bom começo, assim como o tori karaage (R$ 38), frango frito temperado ao estilo oriental, coberto com maionese e tarê. Ueda faz um dos melhores lámens da cidade, com massa feita na casa e caldo de porco e frango, shoyu, copa-lombo, ovo, naruto, alga nori e cebolinha (R$ 58), com opção com curry (R$ 68) ou vegetariana, de base missô (R$ 58). Peixes frescos e ovas compõem o tirashi (R$ 68), refeição com base de shari (arroz gohan temperado). Para compartilhar, vale o combinado hiko (R$ 250, 30 peças), com sashimis, sushis e enrolados de atum, salmão, peixes do dia, vieira, camarão, polvo e outras iguarias à escolha do chef. No endereço principal, Eric segue com seu omakase (sob consulta), mas agora sem dividir a bancada com o mestre Eduardo Nakahara. Barra: Uptown. Av. Ayrton Senna 5.500. Diariamente, das 12h às 22h30. Botafogo: Rua Hans Staden 10 (96633-4907). Seg a sáb, das 18h às 23h. DONBURIZIN A trajetória de sucesso do chef Maciel Paiva impressiona. Formado nas cozinhas de restaurantes japoneses cariocas, ele alçou voo solo com delivery e atendimentos em domicílio (e muitos clientes famosos, como Bruna Marquezine e Maisa) até abrir esta primeira casa, em agosto de 2025. Sem espaço interno para a clientela, todas as mesas ficam na calçada. O serviço atencioso e a qualidade do que sai da cozinha são o trunfo, caso do crudo de atum (R$ 75) e do bao de camarão empanado (R$ 60). A seleção de tacos (R$ 150) é boa pedida para compartilhar: quatro unidades bem recheadas com negitoro (atum), king crab, vieira e enguia sobre arroz. O nome vem de donburi, tigela de arroz japonês quente coberta com peixes, ovas, carnes e legumes, em diversas combinações possíveis — vale experimentar a de pesca local (R$ 110). O chirashi do chef (R$ 280) é um hit, com arroz temperado coberto com as iguarias do dia, como ovas de salmão, mini polvo, alga wakame e hamachi. Em breve será inaugurado um anexo, já em obras, em estilo konbini, para venda de produtos orientais. O cozinheiro está à frente também do Portinha, a apenas 250m do irmão mais velho, que começou como um omakase de 12 lugares, ampliou a operação com almoços de balcão livre e ganha um novo salão em outubro. Até o final do ano, entra em cena o Cantinho Izakaya, na região conhecida como Barrinha. Leblon: Rua Dr. Marques Canário 24 (99955-4510). Ter a qui, das 18h às 23h. Sex e sáb, das 13h às 23h. Dom, das 13h às 22h. GURUMÊ Em 12 anos de história, a rede conta com seis unidades no Rio de Janeiro , uma em Niterói, duas em São Paulo e outra em Brasília. A criativa fusão entre as técnicas japonesas e sabores com influências brasileiras e internacionais conquistou um público fiel. Da cozinha quente do chef Renato Araújo, saem hits como a pipoca de camarão (R$ 57), servida com maionese picante, e as guiozas de barriga de porco (R$ 43), além de criações recentes, como o lombo de salmão com bok choy, shiitake e risoto ao curry (R$ 82) e o ramen gurumê (R$ 73), com camarões e lulas em caldo de tucupi amarelo e preto com shoyu. Do sushi bar do chef Daiti Ieda — cozinheiro filho de japoneses, na rede desde a primeira casa, em São Conrado — vêm iguarias que não podem sair do cardápio, caso do hot roll gurumê (R$ 58, oito peças), com salmão batido por cima e empanado em flocos de arroz, e da dupla de niguiris de vieira com azeite trufado, flor de sal e limão-siciliano (R$ 49). A seleção bluefin (R$ 148, oito peças) é uma boa novidade. Para acompanhar, vale o bushidō (R$ 49), drinque autoral com Jack Daniel's, Aperol, xarope de limão, cupuaçu e folha de shisô. Para adoçar a visita, a torta basca com crumble de amêndoas e morangos (R$ 33). São Conrado: Fashion Mall (3030-8233). Seg a qui, das 12h às 23h. Sex e sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 22h. Mais cinco endereços. JAPPA DA QUITANDA Nascida há sete anos no Centro do Rio, a rede fechou a matriz na Rua da Quitanda, mas segue firme e forte com quatro unidades no Rio e duas em São Paulo. O forte é a cozinha japonesa contemporânea sem complicações, com menu de fácil identificação para quem gosta da culinária oriental. A maior parte dos clientes busca o rodízio (R$ 169,90), que reúne cerca de 80 receitas e dá direito a peças quentes e sobremesas, mas também é possível optar pelo menu à la carte, com combinados de sushis e sashimis a partir de R$ 74. Entre as peças de maior sucesso estão o pphenômeno roll, empanado em flocos de cereal com tartare de salmão e azeite trufado, e o espplêndido de camarão crocante com salmão maçaricado e teriyaki. Nas unidades da Barra e de Ipanema, o menu executivo tem entrada, prato e sobremesa (R$ 69,90 por pessoa), de segunda a sexta, das 12h às 16h. Já em Copacabana, o almoço é em sistema de bufê (R$ 15,99, 100g), nos mesmos dias e horários, exceto feriados. Também durante a semana, o happy hour vai das 15h30 às 18h30, com descontos em drinques, petiscos e enrolados selecionados. Ipanema: Rua Barão da Torre 422. Seg a qui, das 12h às 23h. Sex e sáb, das 12h às 23h30. Dom, das 12h às 22h30. Mais três endereços. KATA SUSHI O universo cyberpunk é a inspiração da casa comandada por Catalina Espinoza, com fachada de intervenções de arte urbana e decoração moderna. Ela assina o cardápio e está à frente da operação, que conta ainda com uma máquina de sorvete soft e um espaço para venda de produtos orientais. O respaldo vem do pai, o chef e empresário peruano Marco Espinoza, conhecido pela diversidade de seus negócios — com culinárias nikkei, chifa e argentina —, que apostou na visão jovial que a filha tem da gastronomia japonesa. O menu à la carte reúne receitas criativas, como a dupla de niguiri kata (R$ 30), com atum, creme de bacon e picles com tarê, e o ussuzukuri de salmão com molho de shoyu e creme de coco com teriyaki (R$ 49), ao lado de versões de clássicos, caso dos mini baos de barriga de porco (R$ 24) ou camarão (R$ 29,90), servidos aos pares. Durante a semana, o almoço pode ser com entrada + principal (R$ 52), combinado (R$ 64) ou rodízio executivo (R$ 95), de terça a sexta, das 12h às 16h. Já o rodízio completo é servido no jantar e o dia todo nos fins de semana (R$ 149; R$ 80, crianças até 10 anos). Para beber, há drinques a partir de R$ 32, vinhos em garrafa e taça (R$ 35), saquês e cervejas. Humaitá: Largo dos Leões 111. Seg, das 19h às 23h. Ter a qui, das 12h às 16h e das 19h às 23h. Sex, das 12h às 16h e das 19h à meia-noite. Sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 23h. KITCHIN O restaurante de culinária japonesa contemporânea completou quatro anos no Shopping Leblon. Já são dez anos de sucesso em São Paulo, dentro do Attivo Group, que reúne outras marcas de culinária asiática, francesa e italiana. A casa carioca oferece ambiente reservado, com conforto e sofisticação. No cardápio, destaca-se a boa variedade de peixes e frutos do mar, em preparos clássicos. O tartare de salmão (R$ 79), com ovas de masago levemente apimentadas, e o tempurá de shiso com tartare de centolla (R$ 82) são boas escolhas para começar. Na sequência, vale apostar na dupla de jyo ebi crocante (R$ 51), com camarão empanado, e no baterá spicy tuna (R$ 87, oito unidades), com atum e arroz crocante. Os combinados (R$ 147, 17 peças; R$ 289, 31 peças) são bons para compartilhar. Na ala quente, o black cod marinado por 48 horas em molho avinagrado de missô (R$ 178) é uma iguaria. O menu executivo tem cinco opções de pratos, com sushis e sashimis inclusos, a partir de R$ 73. Na carta de drinques, a novidade é o yuzu spritz (R$ 55), que combina shochu, espumante e purê de yuzu. Leblon: Shopping Leblon (3190-7166). Diariamente, das 12h às 23h. MINIMOK Em 1997, o restaurateur Eduardo Preciado fez de sua paixão pela culinária japonesa uma oportunidade de negócio. O nome não nega a vocação da matriz, na badalada Rua Dias Ferreira, no Leblon, e da filial em Ipanema: as casas realmente são “mini” no espaço, mas grandes representantes da gastronomia nipônica na cidade. Prestes a completar 30 anos, a marca chegou recentemente ao Shopping Leblon, com foco em almoço executivo (R$ 72 a R$ 98) e um menu de sugestões de sushis e pratos quentes. Em todas as unidades, vale experimentar as ótimas guiozas de caranguejo de Belém (R$ 64) e os dim sum fritos de camarões com molho agridoce (R$ 49), ambos com quatro unidades. As duplas de sushis são hits locais, como o de pargo com manteiga de missô (R$ 32) e o de salmão curado com teriyaki de cupuaçu (R$ 29). O tartare de atum com mandiopan (R$ 68) e o uramaki de king crab com maionese de katsuobushi, yuzu e ovas (R$ 89) também trazem sabores únicos. Para saber os pescados mais frescos do dia, basta perguntar aos garçons — eles também sabem sobre a disponibilidade do rodízio (sob consulta). É recomendável reservar para o omakase (R$ 225, por pessoa). Ipanema: Rua Vinicius de Moraes 121 (2523-7026). Dom a qui, das 12h às 23h. Sex e sáb, das 12h à meia-noite. Leblon: Rua Dias Ferreira 116 (2511-1476). Seg a qui, das 12h à meia-noite. Sex e sáb, das 12h à 1h. Dom, das 13h às 23h. Shopping Leblon: 4º piso. Seg a qui, das 11h30 às 22h. Sex e sáb, das 11h30 às 23h. Dom, das 12h às 22h. NAGA O restaurante carioca do tradicional grupo paulistano, comandado pela restaurateur Cecília Nagayama, é conhecido pelo ambiente elegante e pelo alto nível técnico de sua cozinha. Peixes da costa fluminense, como carapau e pargo, e iguarias do mar nacional e importadas, como ostras, ouriços, enguias e centollas, fazem parte do menu. No sushi bar, combinações exóticas, como a dupla de dyo de atum com foie gras e lichia (R$ 98), fazem tanto sucesso quanto os preparos clássicos, caso do ussuzukuri de salmão selvagem com molho ponzu (R$ 160, vinte fatias). O teppanyaki de frutos do mar (R$ 188), com peixe branco, lulas, camarões e polvo na chapa com legumes, e o tataki de wagyu nacional selado com molho thai e gergelim (R$ 105) são especialidades entre os pratos quentes. Para adoçar, vale o crumble de banana no missô (R$ 40). A carta de saquês, com cerca de 20 rótulos, é um dos destaques da casa, que oferece degustação de quatro rótulos (R$ 125). Novidade do último ano, o omakase (R$ 750, doze etapas + 13% de serviço), criado pelo chef japonês Massahiko Iguchi, muda a cada estação e dá direito a drinque de boas-vindas, sobremesa e café ou matcha para finalizar. São apenas seis lugares, nas noites de domingo, terça e quarta, das 20h às 22h, sob reserva. Barra: VillageMall (3252-2698). Seg a sáb, das 12h às 23h. Dom, das 12h às 22h. PABU IZAKAYA Foi depois de sua primeira ida ao Japão que o chef Luiz Petit convenceu os sócios — entre eles os também chefs Erik Nako e Cristiano Lanna e o restaurateur Andre Korenblum — a investir num formato de negócio até então inédito na cidade. Nove anos e muitas viagens de imersão depois, a clientela fiel mostra que o pioneirismo valeu a pena. Seja na varanda com mesinhas ou no pequeno salão com balcão em formato de U, comece bem pelo atum no sumiso (R$ 45), clássico desde a abertura, que reúne cubos do peixe cru em molho de missô, ou por um dos buns, sanduíches no pão no vapor com recheios como o de ostra empanada (R$ 37). Outro sucesso é a dupla de sushis de lagostim maçaricado com manteiga de katsuobushi (R$ 64). Pedida tradicional em izakayas, o buta no kakuni (R$ 46), barriga de porco cozida em shoyu adocicado, é uma iguaria. Os lámens merecem destaque no cardápio, com opções a partir de R$ 69, feitos com massa fresca. Por ser um boteco nipônico, a carta de bebidas merece um olhar especial. Entre drinques, vinhos, cervejas e destilados, quem brilha mesmo são os saquês, com curadoria do especialista e também sócio Eduardo Preciado. O futsushu (R$ 37, 180 ml) é o regular da casa, mas há sugestões premium e super premium, no copo ou na jarra, como o não filtrado nigori (R$ 345, 750 ml) e o espumante natural (R$ 403, 500 ml). Leblon: Rua Humberto de Campos 827 (3738-0416). Dom a qua, das 12h às 23h. Qui a sáb, das 12h à meia-noite. PEIXOTO SUSHI A casa leva no nome a origem, o tranquilo Bairro Peixoto, em Copacabana, onde nasceu — no endereço inicial funciona a peixaria de onde saem os pescados frescos servidos no restaurante. Do começo com serviço de sushis aos domingos, passando pela temporada no Leblon, até a mudança para Botafogo no ano passado, o negócio do casal Viviane e Beni Schvartz amadureceu e ampliou as opções de pratos quentes. É o caso das guiozas de shiitake com nirá (R$ 35, quatro unidades), sugestão de entrada, e do brisa do mar (R$ 130), prato de cavaquinha com arroz de alho-poró e mousseline de baroa, novidade entre os principais. Combinados de sushis e sashimis fazem sucesso entre os casais (R$ 320, 28 peças), assim como o menu premium (R$ 350, duas pessoas), que inclui pipoca de camarão, sobremesa e duas taças de espumante. No balcão, há também serviço de omakase a partir de R$ 300 por pessoa, com peças escolhidas pelo sushiman. Clássicos da casa, o rainbow roll (R$ 50), com salmão, atum e camarão, e o enguia roll (R$ 100), uramaki de salmão, avocado, lâminas de unagui e ovas de masago, ambos com oito peças, são pedidas populares do cardápio à la carte. Em agosto, o grupo abriu o Peixoto Bar, sob comando do chef Ricardo Lapeyre, quase em frente à peixaria Peixoto Deli. Botafogo: Rua Dezenove de Fevereiro 49 (99839-3895). Ter a sáb, das 12h às 23h. Dom e seg, das 12h às 22h. SHISO O elegante restaurante japonês do Grand Hyatt está sob novo comando. O chef nissei Guinju Tanaka assumiu a cozinha em meados de 2026, com o desafio de manter o padrão da casa e honrar suas raízes: é filho de Graça e Yasuto Tanaka, pioneiros que fizeram história por décadas na cidade. No ambiente, a estrela é o confortável balcão baixo que circunda o sushi bar — onde também fica a churrasqueira de onde saem os peixes assados, previamente maturados na casa, e os robatayakis, espetos temperados e preparados na brasa, como o buta bara, de barriga suína marinada em missô (R$ 29). Da parte fria, o criativo hotate maki (R$ 79, oito peças) reúne enrolados de arroz com vieiras, salmão, tarê e gergelim. Entre as duplas de sushis, a de barriga de salmão com raspas de limão (R$ 34) segue queridinha. Há combinados de sushis e sashimis a partir de dezesseis peças (R$ 145). As sobremesas da chef pâtissier Paula Lopes são especiais, caso do pistache shokura yuwaku (R$ 49), musse de chocolate belga meio amargo com praliné de pistache e ganache de togarashi. A experiência omakase zen (R$ 445, seis etapas) pode ser harmonizada com vinhos (R$ 230) ou saquês (R$ 320). Já a carta de drinques, assinada por Alex Mesquita, tem opções a partir de R$ 40, como o prunus, com gim, bourbon, xarope de damasco, suco de limão-taiti e bitter de cacau. Barra: Grand Hyatt. Av. Lucio Costa 9.600 (3797-9523). Seg a qui, das 19h às 23h. Sex e sáb, das 19h à meia-noite. SUIBI O último ano foi agitado para o chef Sei Shiroma, que levou o restaurante do Leblon para Ipanema e acaba de abrir uma segunda unidade em Botafogo. A marca, para lá de afetiva, carrega a história da família: foi criada pelo pai em Nova York e agora ganha fôlego em terras cariocas. A cozinha mescla clássicos japoneses com criações contemporâneas que não negam o DNA meio nipônico, meio norte-americano. É o caso do salmon hollandaise (R$ 83), lâminas de salmão com molho hollandaise de shoyu, yuzu ponzu e malá, e das guiozas de camarão com burrata (R$ 52). O surf and turf tartare (R$ 58, seis unidades), com atum e wagyu grelhado, gochujang, malá, alga aonori e grana padano, é outro hit. Gostosa novidade, o rock shrimp donburi (R$ 93) reúne ovas de ikura, tempurá de camarão VG, spicy yuzu maionese, sal de camarão e nirá sobre gohan. Para adoçar, a banoffee xiao long bao (R$ 39), dumplings a vapor com recheio de banoffee. A chef de bar Vitória Kurihara assina criações como o nikkei kanpai-ri (R$ 48), com cachaça envelhecida, Campari, Cinzano Rosso, banana, shoyu e kikkoman. Botafogo: Rua Dona Mariana 18. Diariamente, das 18h à meia-noite. Ipanema: Rua Joana Angélica 184 (95900-3617). Seg a sex, das 18h30 à meia-noite. Sáb, das 12h30 às 16h30 e das 18h30 à meia-noite. Dom, das 12h30 às 16h30 e das 18h30 às 23h. SUSHI LEBLON Nos holofotes durante anos por visitas ilustres, como as de Madonna e Tom Cruise, o primeiro japonês da Zona Sul carioca é oficialmente um quarentão. Inaugurado em 1986 como Tatsumi, pelo surfista Pepê e sua então esposa Carolina Gayoso, a casa mudou de nome em 1989 e segue sob o comando dela, da filha Bianca e da irmã Bia Stewart. O salmão em cubos marinado no azeite trufado com pimenta-biquinho (R$ 74) e o tartare de atum com gema de ovo caipira e ovas negras (R$ 79) são sugestões leves para começar. A seleção de sushis e sashimis do chef (R$ 235, 14 peças) reúne os favoritos dos clientes, entre eles o de ovo de codorna trufado, o de enguia com atum e abacate, o de black cod com coco caramelizado e o de barriga de salmão com missô e mel. A cozinha quente também tem boas novas, caso da robata de lagostim (R$ 82) com beurre blanc de gengibre e ovas de masago. Para finalizar, o doce de leite com sorvete de queijo (R$ 41). Leblon: Rua Dias Ferreira 256 (2512-7830). Seg, das 12h às 16h e das 19h à meia-noite. Ter e qua, das 12h à 1h. Qui a sáb, das 12h à 1h30. Dom, das 12h à meia-noite. SUSHI VAZ Desde que decidiu empreender, o cuiabano Wdson Vaz viu sua vida mudar. Há 20 anos no ramo, começou como copeiro e passou por várias cozinhas renomadas até abrir o próprio negócio, em 2019, com a esposa. Do início modesto, com balcão de quatro lugares numa galeria da Av. Paulista, ficou só a lembrança — o estilo irreverente, aliado à qualidade dos pescados, conquistou os clientes no boca a boca. Depois de se consolidar em São Paulo, Vaz chegou ao Rio, no coração do Leblon, mantendo a fórmula de sucesso. O salão é dedicado ao omakase (R$ 590, 16 etapas + serviço), sob reserva e sem cardápio fixo, já que depende do que há de melhor no dia — o percurso começa com saladas, segue por sashimis e sushis, com boa variedade de atum nacional e bluefin espanhol, e termina em sobremesa. No deque, o serviço é à la carte, sujeito à lotação, com duplas ou unidades de sushis (de R$ 20 a R$ 65), com pesca local, crustáceos, ovas e outras iguarias, como ouriço e enguia. Leblon: Rua Rita Ludolf 87 (97285-9681). Ter a sáb, das 19h às 21h e das 21h30 às 23h30. Dom, das 19h às 22h.

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