Os Estados Unidos sob o domínio do mal

 

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Todo dia, quando acordo de manhã, abro o celular para ver se o mundo não acabou.

Ruth de Aquino: Os filhinhos de papai que mataram Orelha

Julio Maria: Síndrome de impostor

Acabou, sim, o mundo como o conhecemos no século passado, com a ascensão da extrema direita no mundo e de Trump nos Estados Unidos. E pode acabar fisicamente a qualquer momento com guerras nucleares de destruição em massa, enquanto Trump continua tuitando na sua rede social. Como Nero no incêndio de Roma. Ele não se importa em deflagrar uma II Guerra Civil nos Estados e uma III e última Guerra Mundial.

Como sabe que os republicanos vão perder as eleições para a Câmara, em novembro, o que levaria imediatamente a seu impeachment, Trump precisa muito de uma guerra, qualquer guerra, porque, se o país estiver em guerra, as eleições são canceladas. O mais baixo dos golpes baixos, “dentro das quatro linhas da Constituição.” A desaprovação do governo já passa de 60% do eleitorado, fruto da ação nazista do ICE e seu patético comandante Bovino fantasiado de Gestapo. Até políticos republicanos começam a reclamar: essas ações anti-imigração sanguinárias estão prejudicando suas campanhas eleitorais.

O homem mais poderoso do mundo é quem mais faz e mais pode fazer mal ao mundo, pela falta de humanidade, de caráter, de honestidade, de moral e ética, de respeito pelas instituições democráticas, pelas leis internacionais e pela justiça.

Assombrado pelos arquivos do Caso Epstein, que o coloca entre pedófilos e traficantes de mulheres, Trump mandou o seu Departamento de Justiça fazer tudo para atrasar, omitir e censurar a revelação dos arquivos, com milhares de páginas de fotos, vídeos, áudios e textos que podem levar Trump à prisão. Supera a ficção.

Martha Batalha: Como dirigir no trânsito do Rio

Quem imaginaria um presidente da república que usa o cargo para dobrar a sua fortuna pessoal em um ano de mandato? E também de sua família e amigos bilionários ? Tudo “legal”, sem contestações, just business.

Trump diz que 90% dos crimes na América são cometidos por 2%, os imigrantes ilegais. Sua conclusão: se acabar com esses imigrantes, acaba o crime na América. Os americanos são uns anjos, criminosos são os outros. Para cumprir sua promessa de campanha, Trump promove um genocídio cultural, espalhando morte, crueldade e sofrimento pela cor da pele e o sotaque.

Obcecado pelos Kennedy, Trump colocou seu nome junto de JFK no Kennedy Center de Washington. Resultado: artistas programados para a temporada cancelaram suas apresentações. A maioria absoluta dos artistas de várias artes detesta Trump e são das vozes mais agressivas da resistência.

Nova tempestade vem chegando sobre Trump: o cancelamento da Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México. Afinal, quem vai querer ir para os Estados Unidos agora? Para correr riscos, ser discriminado? Ingressos já foram devolvidos. Reservas de hotel canceladas. Vários países europeus, como Alemanha e Inglaterra, já estão com um pé fora. É o que o Brasil deveria fazer. A Fifa vai fazer tudo para impedir o boicote, mas a cada dia os EUA são um lugar perigoso para estrangeiros.