Os endereços do crime em São Paulo: conheça o ponto com maior concentração de roubos de rua

 

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A Rua São Bento, especificamente no número 200, no Centro, é considerada o ponto com maior concentração de roubos de rua de São Paulo, de acordo com dados da ferramenta interativa Mapa do Crime, do GLOBO. O levantamento aponta que, no ano passado, a localidade teve 64 casos registrados, representando um aumento de 14,2%, quando comparado a 2024, que contabilizou 56 ocorrências.

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Na segunda colocação está a Rua Serra de Botucatu, no número 749, localizada no Tatuapé, Zona Leste da capital, com 59 casos registrados em 2025. Por último, a Praça da República, 299, no Centro da cidade, possui 51 ocorrências deste tipo de crime.

Segundo os dados, 34.123 ocorrências de roubos de rua foram registradas em distritos policiais no ano passado. No recorte por delegacia, a 37ª DP, de Campo Limpo, Zona Sul de São Paulo, lidera a lista com 1.305 casos.

Qual é a diferença entre roubo a pedestre e roubo de celular?

Embora o roubo a pedestre e o de celular possam ocorrer simultaneamente, as autoridades os registram de forma distinta. O roubo a pedestre, também conhecido como roubo a transeunte, abrange a subtração de qualquer pertence pessoal — como bolsas, joias ou carteiras — mediante violência ou ameaça em vias públicas. Em contrapartida, o roubo de celular foca especificamente no dispositivo, que se tornou um alvo prioritário devido ao seu alto valor de revenda e potencial de exploração digital. Essa separação estatística reflete a complexidade do crime, já que o telefone alimenta uma engrenagem ilícita que vai desde transferências bancárias fraudulentas após o desbloqueio até o mercado clandestino de peças e a revenda ilegal de aparelhos roubados.

O que é o Mapa do Crime de São Paulo?

O Mapa do Crime de São Paulo foi produzido a partir de microdados de 330 mil boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado. Ao contrário do Rio, São Paulo torna públicas as coordenadas e os nomes das ruas das ocorrências. O levantamento cobre roubos ocorridos entre 2023 e 2025. Diferentemente do governo paulista, O GLOBO usou a data do fato — e não a do registro na polícia. Assim, um roubo ocorrido em 31 de dezembro e registrado no dia seguinte é contabilizado no ano correto. Erros de grafia e inconsistências nos dados foram corrigidos com auxílio de inteligência artificial.

Disponível no site do jornal, com acesso pelo computador, celular ou tablet, a ferramenta permite navegar por uma compilação inédita de dados de roubos na capital, com filtros sobre tipos, marcas e cores dos bens subtraídos.

Para usá-la, busque o endereço da sua casa, do trabalho ou de qualquer outro ponto da cidade e escolha um dos quatro tipos de crime disponíveis: roubo de celular, de carro, de moto e de rua — esse último inclui carteiras, colares, alianças e relógios levados de pedestres. Cada ponto no mapa corresponde a uma ocorrência e, ao ser clicado, mostra detalhes do crime e dados sobre a rua: total de casos em 2025, série histórica dos últimos três anos, bens mais roubados ali e um mapa de calor com horários e dias de maior incidência. Também é possível refinar as buscas por tipo, marca e cor do bem roubado — para descobrir, por exemplo, quantos HB20 brancos foram roubados em determinada via — ou navegar por um ranking de ruas.

*Estagiária sob supervisão de Rafael Soares