Os donos do crime: Lacoste, chefe do tráfico na Serrinha, tem casa de luxo na favela com saída secreta para a mata
Walace de Brito Trindade, o Lacoste, é o segundo nome de maior projeção do Terceiro Comando Puro (TCP) no Rio. Ao lado de Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, é um dos únicos integrantes da facção no estado incluídos na lista de procurados do Ministério da Justiça. Apesar de controlar um território menor que o Complexo de Israel, fortaleza de Peixão, ele protagoniza disputas sangrentas para manter sua influência e já tentou seguir os passos do aliado ao criar um complexo de comunidades dominadas pela facção.
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O plano de anexar outras comunidades à Serrinha, em Madureira, na Zona Norte, fracassou, mas até hoje a região enfrenta confrontos constantes entre o grupo de Lacoste e traficantes do Comando Vermelho.
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Para manter sua fortaleza, Lacoste usa drones para monitorar a movimentação policial e mantém uma casa de luxo com saída secreta para a mata. Em agosto do ano passado, policiais civis e militares localizar, no Morro da Serrinha, a casa do traficante. O imóvel tinha piscina com cascata, área de churrasco equipada com geladeira e freezers e baldes de gelo personalizados com a frase "Wallace jogador caro". Numa estante de vidro havia mais de dez garrafas de uísque da marca Royal Salute, avaliadas em cerca de R$ 2 mil cada, além de outros rótulos de destilados importados.
Casa de Lacoste, chefe do TCP, tinha coleção de uísques importados avaliados em R$ 2 mil cada na Serrinha
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Investigações da polícia também revelaram que ele tinha uma rede de alianças com agentes corruptos, usada para escapar de operações e sustentar o esquema de venda de drogas. No ano passado, um policial civil foi alvo de uma operação sob suspeita de negociar armas e munições com o criminoso. O agente era investigado pela Corregedoria por manter relação próxima com Lacoste e fornecer informações privilegiadas ao traficante.
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Com 89 anotações criminais e16 mandados de prisão em aberto, Lacoste ocupa posição de destaque dentro do TCP. Segundo a polícia, ele integra um conselho da facção criado nos moldes do conselho permanente do Comando Vermelho, com o objetivo de fortalecer a organização criminosa. De acordo com informações de inteligência, o grupo foi formado depois que integrantes da facção concluíram que o TCP enfrentava desvantagem estratégica em relação ao CV pela falta de uma comunicação centralizada. A proposta do conselho seria concentrar decisões e custear presos e advogados ligados à organização criminosa.
