O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem feito as contas dos votos que pode angariar na tentativa de se reeleger ao comando da Casa. No horizonte, ele tem o PL, que planeja lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato ao mesmo cargo na próxima quarta-feira (4).
Mesmo com Marinho no páreo, Alcolumbre acredita que conseguirá obter votos do PL, que terá a maior bancada do Senado a partir de 2027. O partido terá 29 das 81 cadeiras.
Alcolumbre calcula que, dentro da sigla, quatro votos serão seus. Para conquistar os senadores da oposição, o presidente do Senado tem sinalizado que pautaria a anistia dos condenados pelo 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Alcolumbre, no entanto, enfrenta um desafio para angariar os votos do PL, uma bancada majoritariamente favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e defensora do afastamento de Alexandre de Moraes. Moraes é amigo pessoal de Alcolumbre e dificilmente será alvo de impeachment com o apoio do presidente do Senado, caso ele seja reeleito.
O Globo