Os bastidores da troca de comando na Mocidade Independente e a chegada do filho de Rogério Andrade ao 'trono'

 

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Parece coisa de filme, de série e, provavelmente, estas cenas já foram vistas na ficção. Mas a realidade é ainda melhor. Trata-se da chegada de Gustavo Andrade à presidência da Mocidade Independente a poucos meses do carnaval.

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Nesta segunda-feira, 16, quando a escola entrar na Avenida para homenagear Rita Lee, para além das alegorias em alusão à mãe do rock, os olhos do público estarão voltados para o início do desfile, onde estará o novo presidente que, até então, não entendia patavinas de carnaval.

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Apesar de nascer no reino da folia, o filho de Rogério Andrade era pouco familiarizado com o dia a dia da agremiação. Acontece que a Mocidade estava sem um comando de fato desde a prisão do patrono, em outubro de 2024, num presídio federal. Depois, o presidente, Flavio Pepê também foi preso, e quem ficou na liderança foi a vice-presidente do jurídico, a advogada Valéria Stelet.

Valéria Stelet

rep/ youtube

De acordo com pessoas ligadas à administração da escola, o período da advogada na Mocidade é tido como "nefasto". Apesar de estar ali há 12 anos, ela cometeu uma sucessão de erros que quase fizeram a Verde e Branco cair no ano passado. Quem frequentou a quadra em 2026 ficou temeroso.

"Ela é uma pessoa intransigente. Conseguiu irritar da velha guarda à Liesa. Ela chegou a não deixar a mulher do intérprete ficar ao lado dele num evento, além de impedir coisas básicas como o desenvolvimento da nova logomarca da feijoada. Era centralizadora e não entende a relação da escola com a comunidade", conta uma fonte.

Desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel

Domingos Peixoto / Agência O Globo

A gestão de Valéria foi criticada até na escolha do samba deste ano, pois houve uma mudança nas regras, feita por ela, e na contratação de Igor Vianna, o intérprete, que sofreu bastante resistência da escola.

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O descontentamento ecoou na liga e chegou aos ouvidos de Anísio Abraão, da Beija-Flor, e Capitão Guimarães, da Vila Isabel, os únicos ainda remanescentes da antiga cúpula do bicho no Rio de Janeiro.

Gustavo Andrade e o pai Rogério Andrade

Nina Lima/ extra

As informações logo chegaram a Rogério de Andrade, mesmo encarcerado. Mais do que depressa, ele conduziu o filho ao trono. Gustavo, de 35 anos, estudante de Medicina, pediu a ajuda dos antigos companheiros do pai na cúpula para entender desse universo e saber o que tinha que fazer.

A primeira coisa: ouvir as queixas da comunidade. E reza a lenda que Gustavo ouviu uma por uma até reunir elementos básicos para tirar Valéria da cadeira que ocupava e mandá-la de volta aos assuntos jurídicos, visto que ela é de confiança de Rogério.

Rogério e filho Gustavo ndrade

Nina Lima/ Extra

Depois, uma injeção de aporte financeiro para que a escola não fique pendurada. Isso tudo em um mês. O torcedor que assistiu aos ensaios técnicos e viu a Mocidade passar, ficou um pouco mais aliviado.

Na escola, os integrantes estão comemorando. Dizem por lá que Gustavo herdou do pai o jogo de cintura necessário para transitar entre os bicheiros e o povão.

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Gustavo Andrade e o pai Rogério Andrade

rep/ instagram