A Polícia Federal prendeu, nesta segunda-feira, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Marcinho VP e mãe do rapper Oruam, durante a Operação Backbone, que investiga o monopólio imposto pelo Comando Vermelho (CV) sobre o fornecimento de internet em comunidades do Rio. Em uma publicação no Instagram, o rapper apareceu chorando e lamentando a prisão da mãe. Ele também publicou as últimas mensagens enviadas por ela. Em uma delas, ainda de madrugada, Márcia aconselha Oruam, compartilha um versículo da Bíblia e orienta o filho: “Fique calmo”. Pela manhã, a última mensagem enviada foi um “Bom dia”. Passeio Público ganha movimento com samba e feira aos domingos, mas enfrenta problemas de conservação e segurança Unha e Carne: Moraes concede prisão domiciliar a policial preso com Canella em operação da PF Mensagens enviada pela mãe do Oruam antes de ser presa Reprodução/Instagram No Instagram, Oruam também lamentou a prisão da mãe e escreveu: “Eu não queria falar de tristeza, mas levaram meu maior amor, que é você, mãe. Eu não sei o que fazer”. Oruam lamentou a prisão da mãe Instagram Batizada de Operação Backbone, a ação desta segunda-feira cumpre 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As diligências ocorrem no Rio, em Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé. Parte das prisões será realizada no sistema prisional, inclusive em uma unidade penitenciária federal. Entre os presos estão Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Marcinho VP e mãe do rapper Oruam, e Lucas Santos Nepomuceno, filho do casal e irmão do artista. Também foi preso o vereador Fábio Silva (Podemos), em Londrina, apontado como dono e beneficiário de provedores de internet investigados. PF faz operação contra monopólio da internet estabelecido pelo CV A operação também prevê o bloqueio de bens e valores de até R$ 558 milhões, atingindo 40 pessoas físicas e 42 empresas. Foi determinada ainda a suspensão das atividades econômicas das pessoas jurídicas investigadas, entre elas provedores de internet, produtoras de eventos, uma empresa de contabilidade e empresas de fachada. De acordo com a PF, integrantes da facção cortavam cabos e incendiavam caixas de distribuição de operadoras regulares e concorrentes, impediam reparos e obrigavam moradores e comerciantes a contratar a chamada “internet do tráfico”. Os provedores autorizados pelo grupo pagavam mensalmente uma tarifa para ter o direito de operar nos territórios dominados pela facção. As investigações apontaram que um dos líderes históricos do CV, preso há quase três décadas e atualmente custodiado no Sistema Penitenciário Federal, continuava a controlar as atividades empresariais exploradas nos territórios, em conjunto com familiares e outras lideranças. Segundo a PF, os lucros chegavam à família do líder por meio de empresas arrecadadoras, operadores financeiros e contas de passagem. Os recursos eram dissimulados por meio de produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis de alto padrão — pagos em dinheiro vivo — e criptoativos. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será oficiada para cassar as outorgas e interditar os serviços de telecomunicações prestados pelas empresas investigadas. A PF informou que serão adotadas medidas para assegurar a continuidade do serviço aos moradores das áreas afetadas. Os investigados poderão responder por domínio social estruturado, extorsão majorada, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, desenvolvimento clandestino de telecomunicações e lavagem de dinheiro, entre outros crimes que possam ser identificados durante as apurações. A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no estado do Rio, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo STF na ADPF 635.
Oruam publica última mensagem da mãe antes de ser presa pela PF e lamenta: ‘Levaram meu maior amor’
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O Globo
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