Orquestra Imperial faz show-baile com músicas de Erasmo Carlos

 

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Nascida no ano passado através de uma provocação de Nelson Motta para o festival Doce Maravilha, a homenagem da Orquestra Imperial a Erasmo Carlos (1941-2022) chega neste sábado (21) à lona do Circo Voador. O baile-show “Erasmo Imperial” traz releituras dançantes de “Minha fama de mau”, “Vem quente que eu estou fervendo” e mais — além, é claro, de um momento todo dedicado à veia romântica do Tremendão, com músicas como “Sentado à beira do caminho” e “Além do horizonte”, para dançar juntinho.

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— O Erasmo tinha uma curiosidade genuína por música, não ficava preso a um gênero, se deu a oportunidade de vivenciar sonoridades e temas dos mais diversos, sem medo de experimentar, e fez tudo isso com muita gentileza. A Orquestra também acabou se formando com essa premissa — destaca Nina Becker, antes de citar parcerias do grupo com Crissie Hynde (The Pretenders), Andreas Kisser, Guilherme Arantes, Aurea Martins, Jorge Mautner, Gaby Amarantos, DJ Marlboro “e trocentos outros”. — Tenho a sensação de que tudo combina com a Orquestra, porque o critério é afetivo, e não estilístico.

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Montar o repertório, segundo a cantora, “foi uma certa missão”. Ela explica:

— A obra dele é gigante, tem muitas fases e não dava pra mostrar tudo o que a gente ama. Considerando que o time é grande, a lista de favoritas ficou enorme. Alguns arranjos trouxeram insights que mudaram a natureza da gravação original e outros mantiveram a onda, e isso foi sendo feito organicamente, com ajuda preciosa do nosso maestro Felipe Pinaud.

O que não pode ficar de fora?

— Somos um grupo bastante heterogêneo, acho que demoraríamos algumas semanas de conversas pra chegar a uma unanimidade. Temos tendência a gostar muito das lado B, tanto quanto as lado A, mas também das lado C, D, F, Z... — diz a cantora. — “Além do horizonte” foi uma que cresceu nos ensaios e ficou especial. Ela tem aqueles vocais tipo “tararararararara tata tata...” que todo mundo conhece, tem apelo, tem groove. “Grilos” é menos conhecida e também ficou muito especial. Acaba que a gente escolhe muito pelo que rola nos ensaios. Tem umas em que rola um brilho diferente, e a gente fica amando mais ainda.

Emanuelle Araujo e Matheus VK

Diego Padilha/Divulgação

A cantora relembra a estreia no Doce Maravilha e diz que o grupo sabia “que haveria uma recepção calorosa, por Erasmo ser muito querido, mas não imaginava tanta emoção”, com um “público formado por gente de tudo quanto é idade cantando junto”:

— Uma coisa que complicou um pouco a nossa vida foi que o show tinha que durar 60 minutos, sendo que temos atualmente 5 vocalistas, e no festival ainda tivemos dois convidados especiais. Óbvio que não deu pra tocar nem metade do que queríamos, aí ficamos com aquele gostinho de quero mais, e vamos degustar isso tudo agora no Circo.

Nina divide os vocais da Orquestra com Moreno Veloso, Thalma de Freitas, Emanuelle Araujo, Matheus VK e Rubinho Jacobina. Com produção musical de Berna Ceppas e Kassin e arranjos de Felipe Pinaud, o grupo conta também com Marlon Sette, Bidu Cordeiro e Mauro Zacharias (trombone), Diogo Gomes (trompete), Leo Monteiro (percussão eletrônica) e Leo Reis (percussão) e Marcelo Callado (percussão e bateria).

Além do show “Erasmo Imperial”, eles ainda lançam, este ano, o EP digital e compacto em vinil homônimo, com as regravações de “Meu ego” e “Coqueiro verde” — esta última, já disponível nas plataformas de áudio como single.

Thalma de Freitas e Nina Becker

Diego Padilha/Divulgação

Programe-se: ‘Erasmo Imperial’ no Rio de Janeiro

Onde: Circo Voador, Lapa

Quando: Sábado (21/3), a partir das 20h

Quanto: A partir de R$ 70 (1ºlote, com 1kg de alimento) — via Eventim

Classificação: 18 anos