Orquestra Criança Cidadã realiza concerto inclusivo no Recife

Orquestra Criança Cidadã realiza concerto inclusivo no Recife - Foto
Fonte da notícia: Folha de Pernambuco Folha de Pernambuco

A Orquestra Criança Cidadã (OCC) realizou, na última sexta-feira (25), um concerto inclusivo que reuniu jovens músicos da Orquestra Sinfônica Infantil Criança Cidadã e convidados no auditório da instituição. Sob a regência do maestro Ramón Pérez, a apresentação contou com a participação de pessoas com deficiências física, motora e visual, integrantes da Associação dos Deficientes Motores de Pernambuco (ADM-PE) e do Instituto dos Cegos, instituições que mantêm parceria com a Orquestra Criança Cidadã. 

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A experiência foi pensada para ampliar o acesso à apresentação musical aos convidados. Durante o concerto, foram utilizados recursos de acessibilidade que permitiram diferentes formas de perceber a música. Ao final, os alunos da OCC apresentaram seus instrumentos aos convidados, que puderam conhecê-los de perto e ter contato direto com equipamentos que, até então, eram desconhecidos para muitos deles.

Alunos da Orquestra Cidadã apresentaram seus instrumentos aos convidados - Foto: Divulgação/ Orquestra Cidadã

O concerto reuniu um repertório que percorreu diferentes universos musicais, alternando entre canções do universo infantil e clássicos da música brasileira. A apresentação começou com “Fazendinha” e passou por “Te Deum”, “Hino à Alegria”, “Sítio do Picapau Amarelo”, “Chamambo”, “Superfantástico”, “Aquarela do Brasil” e “Uni-Duni-Tê”.

Inclusão Entre os jovens músicos que integram a Orquestra Sinfônica Infantil Criança Cidadã está José Arthur, aluno da instituição e pessoa com deficiência que utiliza cadeira de rodas. Sua participação no concerto aconteceu ao lado dos demais integrantes da orquestra, dentro de uma experiência de formação que envolve ensaios, estudos e apresentações.

Para o maestro Ramón Pérez, a experiência também teve um significado especial para os alunos.

“Foi uma experiência muito significativa para todos nós. A música, muitas vezes, é associada apenas ao que ouvimos, mas existem muitas outras formas de senti-la e vivenciá-la. Ver nossos alunos participando desse momento e perceber a aproximação com os convidados mostra que a inclusão também pode fazer parte da prática musical e da formação de uma orquestra. Hoje deu para perceber o poder transformador da música. Ele vai além de qualquer deficiência quando a vontade e os sonhos são ainda maiores”, avaliou o maestro. 

Depois da apresentação, os alunos da orquestra mostraram seus instrumentos, explicaram como funcionam e permitiram que o público tivesse um contato direto com eles. Para muitos convidados, aquele foi o primeiro contato próximo com instrumentos como violino, viola, violoncelo e contrabaixo. O encontro reforçou, na prática, que ampliar o acesso à música também significa criar oportunidades para que diferentes públicos possam não apenas assistir a um concerto, mas vivenciar aquilo que acontece dentro de uma orquestra.

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