Oriente Médio completa terceira noite sem bombardeios após escalada entre EUA e Irã
O Oriente Médio registrou terceira noite consecutiva sem bombardeios após duas semanas de ataques americanos e retaliações iranianas.
Desde a noite de sexta (24), nenhum ataque é reivindicado dos dois lados, marcando uma pausa nas hostilidades.
Segundo o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, o presidente americano Donald Trump teria resolvido pausar os ataques para dar espaço às negociações com o Irã.
O jornal New York Times cita duas fontes do governo americano e indica que Trump estaria preocupado com o baixo estoque de sistemas de interceptação de mísseis e outros equipamentos defensivos que protegem as bases americanas nos países aliados dos EUA no Oriente Médio.
Já Teerã negou que haja qualquer negociação em andamento atualmente com os Estados Unidos.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã alega que, da sua parte, as hostilidades foram pausadas porque o Irã diz que não ataca, apenas responde aos bombardeios americanos.
Irã critica viagem de Netanyahu aos EUA
Donald Trump e Benjamin Netanyahu em encontro na Casa Branca
ALEX WONG / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
O exército iraniano também expressou sua desaprovação com a ida do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a Washington.
O premiê israelense embarcou na manhã desta segunda-feira (27) em direção aos EUA e deve se encontrar com Donald Trump amanhã.
O porta-voz do exército iraniano advertiu que, se os Estados Unidos se deixarem enganar novamente por Israel, nas palavras dele, e insistirem em continuar os bombardeios, a guerra vai se ampliar geograficamente.
Para Teerã, os Estados Unidos estão em uma situação difícil e instável e, provavelmente, estariam buscando uma nova estratégia junto a Israel.
A viagem de Netanyahu ocorre mesmo com um mandado de prisão contra ele, emitido em 2024 pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados à ofensiva israelense na Faixa de Gaza.
Esse mandado continua válido, mas não pode ser executado nos EUA porque o país não é membro do Tribunal Penal Internacional.
