'Orelhas de abano': o que leva alguém a pensar em mudar a aparência? Entenda a partir do relato de Ana Castela

Fonte: Bandeira da fonte

Nem sempre uma característica física que chama atenção é vista da mesma maneira por quem a tem.
As chamadas "orelhas de abano", marcadas pela maior projeção em relação à cabeça, podem ser corrigidas por diferentes técnicas, desde a otoplastia convencional até abordagens menos invasivas.
A escolha depende da anatomia, do grau de alteração e do resultado esperado.
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O tema ganhou nova repercussão depois que Ana Castela falou sobre as próprias orelhas.
A cantora já relatou ter sofrido bullying por causa da característica e contou que passou por um procedimento para modificar a projeção.
Como não ficou satisfeita com o resultado, voltou a considerar outras alternativas.
Otoplastia é a opção cirúrgica mais conhecida
A otoplastia é indicada para modificar o formato, a posição ou a proporção das orelhas.
Na técnica convencional, pode haver uma incisão na parte posterior, seguida da remodelação da cartilagem e da colocação de pontos para manter a nova posição.
A indicação varia conforme a anatomia e as expectativas de cada pessoa.
"A otoplastia é uma técnica consolidada e permite remodelar a cartilagem e modificar o posicionamento da orelha.
Como qualquer cirurgia, envolve cortes, suturas e um período de recuperação.
Por isso, é importante avaliar individualmente qual abordagem faz sentido para cada caso", afirma o cirurgião-dentista Uedli Aguiar.
Técnicas menos invasivas
Além da cirurgia convencional, existem abordagens que propõem alterar a posição das orelhas sem uma incisão cirúrgica tradicional.
Uma delas é o Método OTO4K®, desenvolvido por Uedli.
Segundo o especialista, a técnica utiliza anestesia local e promove uma remodelação controlada da cartilagem.
O procedimento informado pelo médico dura, em média, 40 minutos.
"A proposta é remodelar a cartilagem e reposicionar a orelha sem uma cirurgia aberta.
A indicação, no entanto, depende das características anatômicas de cada pessoa e não substitui uma avaliação individual", diz.
Por se tratar de uma técnica desenvolvida pelo próprio especialista, a indicação e os resultados devem ser avaliados individualmente, assim como ocorre com outras abordagens.
A escolha não depende apenas do desejo de reduzir a projeção, mas também da estrutura da cartilagem e das características de cada caso.
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E quando o resultado não permanece?
Quem já passou por uma intervenção e percebeu uma mudança na posição das orelhas ao longo do tempo precisa ser avaliado antes de considerar um novo procedimento.
Segundo Aguiar, fatores como a estrutura da cartilagem, a técnica utilizada anteriormente e o processo de cicatrização podem influenciar a permanência do resultado.
"Quando alguém não está satisfeito com a permanência do resultado, primeiro precisamos entender o que aconteceu.
A partir da avaliação da cartilagem, da técnica utilizada e do processo de cicatrização, é possível discutir quais alternativas existem para aquele caso", afirma.
Uma nova intervenção, portanto, não deve ser definida apenas pela insatisfação com a aparência.
É necessário identificar o motivo da alteração e verificar quais possibilidades são compatíveis com a anatomia local.
A questão também envolve autoestima
A decisão de corrigir as orelhas pode envolver questões que vão além da estética.
Para Uedli, o desconforto relatado pelo paciente faz parte da avaliação, mas precisa ser considerado junto às características anatômicas.

"Quem passou anos se sentindo incomodado com uma característica pode perceber uma mudança na autoestima.
Ao mesmo tempo, qualquer intervenção precisa considerar a anatomia e buscar um resultado proporcional e natural", conclui.