Orelha: MP pede exumação do corpo e novos depoimentos ao constatar 'necessidade de complementação das investigações'

 

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) afirmou haver “necessidade de complementação das investigações” sobre a morte do cão Orelha, mascote da Praia Brava, em Florianópolis, e pediu à Justiça a realização de novas diligências, incluindo a possível exumação do corpo para perícia direta e a coleta de novos depoimentos.

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As solicitações foram protocoladas pelas 10ª e 2ª Promotorias de Justiça da Capital após análise do inquérito policial e dos boletins de ocorrência circunstanciados que apuram a morte do animal. A Polícia Civil do estado aponta um adolescente como agressor de Orelha e pede a internação do jovem — o que é equivalente a uma prisão de adulto. Os advogados dele negam as acusações. Além disso, foram indiciados três maiores por coação a testemunha neste caso.

Já o Ministério Público afirma que o aprofundamento das apurações é necessário para o regular prosseguimento dos procedimentos. A 2ª Promotoria de Justiça da Capital, na área criminal, pediu “esclarecimentos específicos” para verificar se houve coação no curso do processo, e requisitou oitiva de novas testemunhas. O órgão também ressaltou que o inquérito está em fase de investigação.

De acordo com os laudos da Polícia Científica, Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, "que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa". Ele foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30 da manhã. A Polícia Civil afirma que ouviu 24 testemunhas e analisou mais de mil horas de filmagens na região, em 14 equipamentos que captaram imagens, para chegar ao autor do crime.

Também foi identificada como prova a roupa utilizada pelo autor do crime, que foi registrada em filmagens. Além disso, um software francês obtido pela corporação analisou a localização do responsável durante o ataque fatal ao cachorro.

Com a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado ao MP do estado, que argumentou ter identificado inconsistências e lacunas nos relatórios encaminhados, consideradas insuficientes para a completa reconstrução dos acontecimentos.