Oposição venezuelana perde espaço enquanto EUA lidam com governo interino
A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e a subsequente nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela redesenharam o tabuleiro político do país, segundo análise do correspondente Ariel Palacios, em entrevista ao Show da Notícia.
O comentarista explica que a Suprema Corte venezuelana enquadrou a decisão como uma “situação excepcional de força maior”, permitindo que Delcy assumisse o cargo sem convocar eleições em 30 dias — medida prevista na Constituição para casos de vacância nos primeiros quatro anos de mandato. Na prática, afirma Palacios, o chavismo preserva o poder e contorna a exigência eleitoral, enquanto o regime evita reconhecer formalmente a ausência definitiva de Maduro.
Ariel destaca ainda que a oposição sofreu um “banho de água fria”. Nomes como María Corina Machado e Edmundo González, que reivindicavam legitimidade após as eleições contestadas de 2024, ficaram fora dos planos dos Estados Unidos. O governo Trump, lembra o comentarista, não mencionou democracia, eleições ou transição política em seus discursos, priorizando temas como petróleo e combate ao narcotráfico. Para ele, o recado foi claro: os Estados Unidos negociam com o chavismo, especialmente com Delcy Rodríguez, e não veem a oposição como protagonista do momento.
Para Ariel Palácios, os próximos desdobramentos dependerão das negociações entre Delcy Rodríguez, os militares e Washington. Um quadro volátil, “minuto a minuto”, sem espaço para prognósticos definitivos.
Ouça a análise completa de Ariel Palacios:
