Oposição protocola pedido de CPMI para investigar caso Banco Master e mira ministros do STF
A oposição protocolou um pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso envolvendo o Banco Master. O requerimento já reúne assinaturas suficientes para ser apresentado formalmente e agora aguarda a leitura em sessão conjunta do Congresso, etapa necessária para que a comissão seja instalada.
A próxima sessão conjunta deve ocorrer após o Carnaval, mas a convocação depende do presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre.
O autor da proposta, deputado Carlos Jordy (PL-RJ), afirma que a CPMI deve investigar a atuação de políticos, do governo federal e também de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os nomes citados por ele, estão os ministros Dias Toffoli, relator do caso, e Alexandre de Moraes, além de um contrato firmado com o Banco Master pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.
Ao todo, o pedido recebeu 283 assinaturas de deputados e 42 de senadores. Para a criação de uma CPMI, são exigidas 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado.
Governo se movimenta
Com o avanço do requerimento da oposição, o governo se reuniu com a bancada do PT na Câmara. A orientação foi para que parlamentares apoiem dois pedidos de investigação apresentados por deputados da base aliada, como forma de reagir ao discurso da direita sobre o caso.
A estratégia também inclui tentar redirecionar o foco para a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente para a atuação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em relação a operações do Banco Master e eventuais questionamentos sobre lastro.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, porém, sinalizou que não há interesse imediato na instalação de uma CPI sobre o tema. Segundo ele, existe uma fila de requerimentos e a Casa precisa seguir a ordem cronológica e o limite regimental de comissões em funcionamento.
