Algumas das maiores operadoras de telefonia móvel da Europa concordaram em criar um consórcio que participará de uma licitação por espectro de frequências para satélites e oferecerá serviços de conexão direta a celulares, em uma tentativa de conter a concorrência do serviço Starlink, de Elon Musk. Musk: Homem mais rico do mundo diz que doará ações da SpaceX para 'todas as crianças dos EUA' Veja vídeos: Carro 'voador' da Tesla dá cambalhotas do ar e aterrissa como um foguete A Deutsche Telekom, a Orange, o Vodafone Group e a Telefónica estão avaliando uma proposta conjunta para obter uma parcela das frequências que a União Europeia propôs reservar para uma operadora local, segundo um comunicado divulgado nesta segunda-feira. O plano tem como objetivo ampliar as capacidades europeias de satélites soberanos. O acordo é semelhante a um pacto entre as operadoras americanas AT&T Inc. e Verizon Communications Inc. e a T-Mobile US Inc., subsidiária da Deutsche Telekom AG, enquanto a SpaceX, de Musk, se aproxima de seus planos de oferecer um serviço móvel concorrente baseado em sua constelação de satélites Starlink. A União Europeia está avaliando novas regras para o acesso de satélites à faixa de frequências de 2 GHz, que reservariam um terço da banda para empresas locais e outro terço exclusivamente para comunicações críticas. O bloco quer reduzir sua dependência de empresas americanas em tecnologias de importância estratégica. SpaceX: Empresa de Elon Musk negocia espectro para se tornar operadora de celular nos Estados Unidos As regras vão regulamentar os serviços de conexão direta a celulares, um segmento dominado pela Starlink, que pode fornecer mensagens de texto, dados e chamadas telefônicas diretamente a aparelhos a partir da órbita terrestre. As licenças atuais para esse espectro, detidas pela Viasat e pela EchoStar, devem expirar em 2027. As quatro operadoras construiriam a infraestrutura terrestre e o sistema operacional e, em seguida, firmariam uma parceria com um fornecedor de serviços via satélite, ainda não escolhido, para ampliar a cobertura de suas próprias redes e vender capacidade de cobertura no atacado. De acordo com reportagem publicada no fim de semana pelo Financial Times, empresas europeias podem sofrer uma retaliação “devastadora” dos Estados Unidos caso a União Europeia avance com planos para restringir a atuação de companhias americanas, como a SpaceX, de Elon Musk, em partes do mercado europeu. O alerta foi feito pelo embaixador dos EUA, Andrew Puzder, em entrevista ao jornal britânico.
iPhone 18 Pro: Veja como fazer a bateria durar mais. A gente explica Segundo o FT, a advertência ocorre em meio à proposta da Comissão Europeia, o braço executivo da UE, para reservar parte da faixa das frequências utilizada por smartphones para se conectar diretamente a satélites a empresas europeias.
O Vodafone Groupp, com sede no Reino Unido, já havia formado uma joint venture com a empresa americana de satélites AST SpaceMobile, que também oferece serviços de conexão direta entre satélites e celulares. Segundo o comunicado, a possível proposta conjunta não substituiria as parcerias já estabelecidas entre operadoras de telefonia móvel e provedores de serviços via satélite.
O Globo