Operação Vérnix: entenda origem do nome da ação que prendeu Deolane em investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC
A Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, recebeu esse nome em referência à “vérnix caseosa”, substância que cobre a pele de bebês recém-nascidos durante a gestação. O termo vem do latim e significa algo semelhante a “verniz” ou “camada protetora”.
Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC
Deolane Bezerra: Quem é a influenciadora e advogada presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC
A escolha do nome faz alusão ao principal foco da investigação: a suspeita de que empresas, movimentações financeiras e patrimônio de luxo eram usados para encobrir a origem do dinheiro investigado no esquema de lavagem ligado ao PCC. Segundo os investigadores, a estrutura financeira criada pelo grupo funcionava como uma espécie de “camada de proteção” para ocultar recursos atribuídos à facção criminosa.
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A operação teve como um dos principais alvos a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa sob suspeita de receber valores provenientes do esquema investigado. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome da influenciadora, além de mais de R$ 357 milhões em ativos financeiros ligados aos demais investigados.
Segundo a investigação, empresas formalmente registradas e operações financeiras pulverizadas eram utilizadas para dar aparência legal ao dinheiro movimentado pelo grupo. A polícia afirma ter identificado depósitos fracionados, circulação de valores incompatíveis com a renda declarada e transferências sem origem comprovada.
Entre os alvos da operação estão ainda Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC; Alejandro Camacho, irmão do criminoso; Paloma Sanches Herbas Camacho; Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho; e Everton de Souza, conhecido como “Player”, citado pela polícia como operador financeiro da facção.
As investigações começaram em 2019, após a apreensão de manuscritos e bilhetes na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. A partir daí, a polícia passou a investigar uma transportadora apontada como braço financeiro da facção e, posteriormente, identificou conexões financeiras que levaram ao nome de Deolane Bezerra.
